Antes de iniciar propriamente o texto, um (desa)conselho:
evitem dormir no Manchester Airport. Eu sei, eu sei... quem, afinal, iria
querer dormir em tal recinto? Eu quis. Para poupar pounds. E me dei mal. A estrutura é péssima, as cadeiras são mais
desconfortáveis que uma cama de um faquir e a cada 15 irritantes minutos uma
voz do além trata-nos de lembrar os cuidados com a bagagem e com o carro estacionado.
Uma chatice!
Bem, melhor passar logo para a parte da cidade. Será?
Manchester é de uma monotonia lancinante. Pequena em seu centro, a Picadilly
Gardens, acaba por reservar poucas e insossas atrações. A roda gigante que move
o lugar não tem quê nem porquê. Está lá, logo atrás da Catedral. Vale o
contraste somente.
O auge está no seu povo, sempre disposto e “da rua”.
Como todo bom inglês que se preza, não dispensa uma sacola de compras, o fish & chips, a cerveja. Manchester lembra Liverpool, que tem alguma coisa de
Dublin. Não necessariamente nessa ordem. Talvez seja pelas curtas distâncias.
Tem também, lógico, a presença maciça e numerosa do
Manchester United. Visitei o imponente Old Trafford, que de velho leva apenas o
nome. A arena é requintadíssima, supermoderna e bem aparelhada. O que me
intriga é que os estádios brotam no seio dos bairros, entre casas e comércios –
o Orlando Scarpelli, casa do Figueirense, em Florianópolis, também é assim.
Quero ver o que o Brasil vai apresentar de estrutura
para o Mundial-2014. Ao analisar o que a Inglaterra dispõe fico até assustado
com a nossa preparação. Aliás, a começar pelos nossos aeroportos.
0 contribuições:
Postar um comentário