terça-feira, 12 de outubro de 2010

Manchester, 22-09-10


Antes de iniciar propriamente o texto, um (desa)conselho: evitem dormir no Manchester Airport. Eu sei, eu sei... quem, afinal, iria querer dormir em tal recinto? Eu quis. Para poupar pounds. E me dei mal. A estrutura é péssima, as cadeiras são mais desconfortáveis que uma cama de um faquir e a cada 15 irritantes minutos uma voz do além trata-nos de lembrar os cuidados com a bagagem e com o carro estacionado. Uma chatice!

Bem, melhor passar logo para a parte da cidade. Será? Manchester é de uma monotonia lancinante. Pequena em seu centro, a Picadilly Gardens, acaba por reservar poucas e insossas atrações. A roda gigante que move o lugar não tem quê nem porquê. Está lá, logo atrás da Catedral. Vale o contraste somente.

O auge está no seu povo, sempre disposto e “da rua”. Como todo bom inglês que se preza, não dispensa uma sacola de compras, o fish & chips, a cerveja. Manchester lembra Liverpool, que tem alguma coisa de Dublin. Não necessariamente nessa ordem. Talvez seja pelas curtas distâncias.

Tem também, lógico, a presença maciça e numerosa do Manchester United. Visitei o imponente Old Trafford, que de velho leva apenas o nome. A arena é requintadíssima, supermoderna e bem aparelhada. O que me intriga é que os estádios brotam no seio dos bairros, entre casas e comércios – o Orlando Scarpelli, casa do Figueirense, em Florianópolis, também é assim.

Quero ver o que o Brasil vai apresentar de estrutura para o Mundial-2014. Ao analisar o que a Inglaterra dispõe fico até assustado com a nossa preparação. Aliás, a começar pelos nossos aeroportos.

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