sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Londres, 24-09-10


A capital inglesa é uma saga. Às vezes, uma daquelas ficções científicas que assistimos na infância. Londres gera um fascínio descabido, possui uma pluralidade de costumes e rostos que desata da cidade qualquer nó de vínculo com a ilha. Londres ainda pertence à Inglaterra por uma mera coincidência geográfica.

Tudo flerta com a diversidade, com a mistura. Das pessoas às lojas. O mais impressionante, apesar de tudo, é que as coisas funcionam com eficiência maquinal. Há uma lei de conduta implícita que dura cerca de dois séculos – enquanto isso, a imigração em Portugal deve beirar as duas décadas de existência.

O visual da urbe, tradicional e cinematográfico, também rouba a cena. A imagem imponente do Big Ben, às margens do Tâmisa, dá um realce poético ao frenesi pós-moderno. Londres para nestas horas de puro deleite contemplativo. E a fog, o clima chuvoso, o ar bucólico... tudo isso são afrodisíacos infalíveis.

Por azar, não consegui pegar a troca da guarda no Palácio de Buckingham. Nem cruzei a famosa faixa de segurança da Abbey Road. Mas nada para se lamentar. Vi desde os lépidos esquilos no Green Park aos principais pontos turísticos da capital (entre eles, os estádios Stamford Bridge, Emirates e Wembley). Passeei pelas ruas abarrotadas de gente, peguei um daqueles ônibus clássicos, bebi cerveja nos pubs, comi uns pratos típicos, pratiquei meu inglês tupiniquim, me perdi e me encontrei.

Londres permite. E se esperava muito, me surpreendi com o mais. Viajar é ter a mente e o coração abertos. Experienciar é mesmo isso.

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