segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Liverpool, 20-09-10


“Um pouco sem graça”. Foi o que pensei à primeira vista. Liverpool não é atrativa. Nem tem atrações. É simples, com seu cotidiano convencional de uma cidade convencional. A magia ficou no século passado e leva seis letras: Beatles.

Quando percebi isso é que tudo ganhou um novo prisma. Um prisma melhor. Porque, de resto, não há qualquer sedução especial. Sim, é divertido reparar naquelas residências típicas inglesas, que só via em filmes. Ou tentar compreender o traiçoeiro sotaque nativo, às vezes mais similar (para mim) ao alemão que ao inglês.

A Albert Docks é um alento, e depois são ruas e ruelas voltadas para o consumismo, com nomes sugestivos: White Chapel, Church Street... Nesse English Way of Life difícil comer alguma coisa que não seja óleo. Vai desde o tradicional burger até o famoso fish & chips. De preferência na companhia de uma pint da australiana Foster’s.

Mas voltando aos Fab Four, tirei um dia só para o passeio. Visitei a exposição fixa da história da banda, fui à rua (Mathew Street) onde o quarteto praticamente iniciou sua empreitada ao sucesso, estive em Penny Lane, na escola primária em que John e Paul estudaram, em Strawberry Field, na casa da infância e adolescência de Lennon, na St. Peter’s Church... enfim, uma overdose de Beatles.

Porém estar em Liverpool e não seguir a trajetória do quarteto é o mesmo que ir a Roma e não visitar o Coliseu, ao Rio e deixar de subir ao Cristo Redentor, a Paris e desprezar a Torre Eiffel, a Barcelona e sentir pouca – ou nenhuma – vontade de lá viver. Só por isso vale a pena. Precisa de mais?

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