sábado, 9 de outubro de 2010

Edinburgh, 17-09-10


Não quero nem imaginar como é o inverno daqui. Se no verão, e ainda é verão oficialmente, o frio já instaurou-se convicto e ando a “fungar” o nariz, em janeiro congelaria. Mas o céu está limpo e o sol engana um pouco a sensação gélida.

Edimburgo é encantadora. Tem aspecto de cidade interiorana, pacata, velha. E olha que é a capital! As pessoas são bem dispostas e as construções lembram o período industrial. A arquitetura georgiana cede lugar à modernidade em uma ou outra ocasião. É tudo sóbrio e sombrio – melancalimente inspirador.

A Escócia tem uma história estimulante. Nada da lengalenga de William “Mel Gibson” Wallace. Procurem sobre o cão Bobby, sobre Maggie Dickson, “Bloody” Mackenzie, os serial killers da Victoria Street e a Pedra do Destino. Aliás, se a Grã Bretanha é hoje constituída por Inglaterra, País de Gales e Escócia, todos ligados pela terra, a tendência é que um braço de mar separem-nos.

No entanto isto já é falar sobre o futuro. Amanhã vamos a Dublin.

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Coisa que gosto é misturar-me aos moradores. Parecer um deles, andar na rua com a convicção dos caminhos. Não gosto de turistar. Desconfio de tardes num museu, de enquadramentos a estátuas, de deslumbres arquitetônicos.

Gosto de ruas ermas, de parques aconchegantes, de cafés triviais. Quanto mais seguro eu percorrer a cidade, quanto menos recorrer ao mapa (ainda que custe me perder por aí), melhor. Particularidades de um flanneur.

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