Uma palavra, tão-somente, parece
escassa para descrever a “movida” irlandesa. Dublin é distinta, é diversa,
riquíssima em sua pluralidade. O frenesi,
o vaivém de pessoas dos mais amplos mundos, não cessa nem em um domingo
chuvoso. Apelidei-a de “Little London” justamente por esse aspecto. Espero para
ver na capital inglesa o que deparei em Dublin, mas em proporção muito, muito maior.
De tradicional a cidade
não tem nada. Cai, aliás, na mesmice de grandes urbes, sem o encanto da
novidade. A arquitetura antiga, em alguns setores, traz uma certa nostalgia,
sem tanto entusiasmo. As ruas são largas, uma extensa avenida beira o Royal Canal
e os habitantes parecem saídos de uma metrópole.
O ambiente, de fato, é
cosmopolita. Há um orgulho irlandês no povo, mas não inclina para a
intolerância ou o preconceito. Até pelo contrário: Dublin aceita, preserva e
valoriza a diferença. Por isso, e pela tranquilidade de entrar no país, cada
vez mais brasileiro aventuram-se por lá. O português com sotaque tupiniquim
é comumente ouvido na cidade, tanto à luz do dia quanto na crazy night da Temple Bar – em Edimburgo
é mais fácil encontrar um anão indígena perneta que alguém do Brasil.
Aliás, é nessa rua com nome do
pub mais famoso da cercania, que tudo acontece. Desde um show improvisado ao relento,
com miúdas eufóricas ao ver um par de rapazes cantar Twist and Shout e Californication,
até uma briga na porta de um bar, com todo aparato policial prontamente
acionado (ainda flagrei um segurança de uma boate aos beijos com uma cliente!).
Só Dublin mesmo.
Sem contar o desfile de tipos...
digamos... esquisitos. A concorrência é forte, seja por qual for o posto.
Melhor que assistir ao espetáculo de perto é assistir ao espetáculo de perto com uma Guinness. Até porque falando em
Guinness, um dos melhores passeios pela capital irlandesa é na fábrica da
cerveja mais famosa do mundo. Paga-se 11€ pela visita, mas além da história da
marca, de saber mais sobre o processo de produção e o universo criado por
Arthur Guinness em 1759, pode-se degustar uma pint no final da visita em um bar suspenso, com vista panorâmica da
cidade.
2 contribuições:
Essa cidade encanta mesmo!so podia ser a terra do U2!;)
tem uma música do morrissey que fala de dublin. quando a escutei, fui logo procurar no atlas. naquela época não existia internet e nem google. rsrsrsrs... bjs e saudades
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