Existe um jogo de conquista do mundo que nunca deu
certo partilhar com os amigos: War. O
nome já diz (quase) tudo. Mesmo entre melhores parceiros, casais firmes, pais e
filhos, esta porcaria desse jogo terminava em discussão, em guerra.
Não sei bem porquê. Era um desses passatempos
tradicionais de tabuleiro, com dados, pinos e objetivos. Nada muito complexo ou
que estimulasse trapaças e duelos pessoais. Eis, porém, que a rivalidade subia
à cabeça de todos e vencer sabia à humilhação adversária; perder tinha um gosto
amargo, ruim, intragável.
Admito que joguei pouco e mais me divertia – e me ocupava
– com o mapa múndi que com uma estratégia de triunfo. Certamente não foi pelo War que ouvi falar de Ásia, África,
Europa, Oceania e América, mas passei a ter dimensão do mundo pelo jogo. E já
sonhava desde pequeno lançar os dados para ver quais países iria colocar meu
exército.
Lembro de uma vez que ganhei, e talvez seja a
única, cujo meu objetivo era conquistar 24 territórios à escolha. Ora essa,
trata-se de uma tática de dissimulação. Você vai a América do Sul, anda por lá
como se quisesse aquele espaço, depois viaja
à América do Norte, finca mais uma bandeira, ruma para a Europa e, pela
proximidade dos países, começa a expandir a campanha.
Sei que triunfei assim na missão, e nem sei bem como
deixaram. Na vida real, longe do War,
também vou, aos poucos e com paciência, ampliando meu exército. O de um homem
só. Para ver se conquisto 24, 48, 72 territórios à minha escolha... Não importa o número, mas a
satisfação que isso traz, como os jogos de tabuleiros na infância. Todos os
outros à exceção do War, é claro!

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Era mesmo incrível como o War acabava em briga. Mas boas lembranças daquele e deste tempo em que ficaste a bandeira nos corações dos amigos que fizeste em terras tuguinhas!
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