quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Objetivo: 24 territórios à sua escolha


Existe um jogo de conquista do mundo que nunca deu certo partilhar com os amigos: War. O nome já diz (quase) tudo. Mesmo entre melhores parceiros, casais firmes, pais e filhos, esta porcaria desse jogo terminava em discussão, em guerra.

Não sei bem porquê. Era um desses passatempos tradicionais de tabuleiro, com dados, pinos e objetivos. Nada muito complexo ou que estimulasse trapaças e duelos pessoais. Eis, porém, que a rivalidade subia à cabeça de todos e vencer sabia à humilhação adversária; perder tinha um gosto amargo, ruim, intragável.

Admito que joguei pouco e mais me divertia – e me ocupava – com o mapa múndi que com uma estratégia de triunfo. Certamente não foi pelo War que ouvi falar de Ásia, África, Europa, Oceania e América, mas passei a ter dimensão do mundo pelo jogo. E já sonhava desde pequeno lançar os dados para ver quais países iria colocar meu exército.

Lembro de uma vez que ganhei, e talvez seja a única, cujo meu objetivo era conquistar 24 territórios à escolha. Ora essa, trata-se de uma tática de dissimulação. Você vai a América do Sul, anda por lá como se quisesse aquele espaço, depois viaja à América do Norte, finca mais uma bandeira, ruma para a Europa e, pela proximidade dos países, começa a expandir a campanha.

Sei que triunfei assim na missão, e nem sei bem como deixaram. Na vida real, longe do War, também vou, aos poucos e com paciência, ampliando meu exército. O de um homem só. Para ver se conquisto 24, 48, 72 territórios à minha escolha... Não importa o número, mas a satisfação que isso traz, como os jogos de tabuleiros na infância. Todos os outros à exceção do War, é claro!

Um comentário:

Soraya Barreto disse...

Era mesmo incrível como o War acabava em briga. Mas boas lembranças daquele e deste tempo em que ficaste a bandeira nos corações dos amigos que fizeste em terras tuguinhas!