terça-feira, 24 de agosto de 2010

Trabalhos que me dignificaram

Parece nome de quadro do Fantástico. Mas não. É mesmo um ou outro ofício em Portugal que contou à minha experiência de vida. Por exemplo, os empregados de mesa tiveram um ilustre colega por sete meses: eu!

Não é falta de modéstia. Desempenhei bem a função de tirar e servir café na Cacao Sampaka. Para quem nunca tinha feito isso, saí-me com extraordinário desempenho para a coisa. O saldo foi algumas louças destruídas, uns cortes e machucados, várias e várias mesas postas e retiradas, simpatia distribuída, amizades feitas e lembranças inesgostáveis – e inesquecíveis.

Para além de tudo, diverti-me demais. Era duro acordar cedo aos fins de semana, debaixo de chuva e/ou frio, pegar dois metros e andar mais um bocado para chegar ao Centro Comercial das Amoreiras. Só que isso era viver. E vivi com absoluta plenitude. Ainda voltei a trabalhar (por um mês) no mesmo local, alguns meses depois de sair, na loja de chocolates. Foi outra deliciosa diversão.

Tive, ainda, o estágio e as colaborações para o jornalismo. N’O Jogo, aguentei uma semana de trabalho não-remunerado. Das 7h às 15h fazia o clipping. Das 16h à 0h era responsável por notas sobre o mundo do futebol internacional. Impossível suportar o ritmo – ainda mais quando o que fazia no diário desportivo era ínfimo e pouco valorizado.

Quanto aos frilas, também nada muito pomposo. Em fevereiro do ano passado, cobri um dérbi lisboeta: Sporting 3-2 Benfica. Estar na tribuna de imprensa do Alvalade foi uma experiência transcendental que espero repetir por muitos estádios europeus. Desta vez, durante o Mundial-2010, fiz dois “ambientais” – antes e depois – do embate Brasil-Portugal para a Zero Hora. O pessoal de Porto Alegre gostou dos textos.

Por fim, hoje em dia divido a labuta na MediaMonitor, todo santo dia de 13h às 21h, com umas traduções do português PT para o BR. É mais um meio de ganhar uns trocos e estar próximo ao idioma que tanto admiro e considero. Porque pelo menos no trato com a palavra escrita eu me garanto. Ah, e em tirar café, agora, também!

Um comentário:

Soraya Barreto disse...

Um verdadeiro mestrado de vida!