quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Lugares onde vivi


Foram cinco. Não arregalem os olhos assim. Sim, estou na sexta moradia em Lisboa em pouco menos de dois anos. Mas não se surpreendam: viver em quarto é por aí...

A começar que inexiste contrato. É verbal. No máximo, uma caução de um mês. Pronto. Aconteceu alguma coisa de mau na casa ou simplesmente encheu o saco daquele pedaço, pumba!, adeus. Um ensinamento vital é: quanto menos tralha juntar, melhor.

Estive na Penha de França três meses. Era um apartamento “familiar”. Tinha a Paula, uma mulher um tanto intrometida na história dos moradores. O meu quarto era o da empregada, colado à cozinha. Não dava muito certo.

De lá, pulei para Arroios. Um espaço enorme na Pascoal de Melo, uma perpendicular à Almirante Reis, próximo ao Portugália. Quem conhece sabe. Passei ótimos tempos naquela casa. Um tanto bagunçada, é verdade. Mas foram bons. Em certo período – éramos cinco: eu, Marcelino, João, José e Cláudia –, o apartamento acomodou 10 pessoas. Pior de tudo foi quando coisas minhas começaram a sumir da geladeira.

Arrumei as malas e fui morar em... bem, aquilo é perto de Picoas. Foram alguns meses antes da viagem ao Brasil e, coincidentemente, quando regressei, havia uma vaga. Ao todo, fiquei meio ano lá. Teve ainda a Travessa da Madalena, cafofo (no bom sentido) que a Sol e o Dani abriram para mim enquanto matavam saudades de Recife.

Por último, o melhor de todos: Príncipe Real. E no verão! Ou seja, uma excelente localização, com um belo jardim logo à frente, poucos metros do Bairro Alto e do Miradouro de S. Pedro de Alcântara... tudo isso a um preço razoável. Pena que as coisas escorregaram quando menos parecia. Faz parte da aventura de ir-e-vir.

Agora cá estou a 10 minutos do trabalho, ao pé do Campo Mártires da Pátria. Mais uma vez, na casa da Sol e do Dani (que desta vez estão em Londres). Agradecê-los neste texto é o mínimo que posso fazer. Vou é lançar um convite: quando forem para qualquer cidade onde eu estiver, dispensem hotel. Farei questão de tê-los como visita. Nem que seja para revezarmos o sono.

Um comentário:

Soraya Barreto disse...

Oooohh filhote, em qualquer lugar que esteja você tem o aconchego, seja no meu coração ou no cafofinho que eu morar. O favor é mútuo por que sei que o nosso QG tá bem cuidado. Amo tu!