sábado, 21 de agosto de 2010

As pessoas que conheci



Ganhei uma família em Portugal. Tem pai, mãe, irmã, tios, primos, cunhado. É que na nossa fantasia diária, no imaginário que criámos para poder superar dores e partilhar alegrias, acabámos por nos unir e sermos um todo.

Não sei nem por onde começar, mas não acreditava tanto neste poder. Quintana disse que o amor é quando a gente mora no outro: e posso afirmar, com convicção cósmica, que cada um de vocês vive em mim – cuidadosamente dentro das minhas memórias e emoções. Cada um de vocês soube me fazer uma pessoa melhor. Rir das minhas graças sempre foi mais que mostrar os dentes – foi devolver-me este meu jeito brincalhão e divertido, que eu há muito tinha esquecido que era tão revigorante.

Acabei de assistir à A Vida é Bela, com Roberto Benigni, e me senti um pouco como ele. Um parvo que aguça a magia ao redor porque acha que a vida é, de fato, de uma beleza única. Um sujeito que divide no coração estes contos que colecionámos juntos por aí. Muito obrigado...

... Ju, pela felicidade e intensidade em todas as pequenas coisas da vida;
... Sol, pelo carinho materno e por abrir a porta naquela manhã de outubro;
... Dani, pela preocupação constante e a honestidade, pelas cervejas e amizade;
... Joel, por ser também do Flamengo e por partilhar a vulnerabilidade dos poetas;
... Sofia, pelo ritmo frenético e pela amabilidade tão própria da Margem Sul;
... Jana, pelo jeito louquinho de ser, a ótima viagem a Barna e os dilemas;
... Gui, por conservar este jeito puro e devolver à Ju a crença no amor;
... Rebeca, pelas conversas ininterruptas e as descobertas lado a lado;
... Anabela, pelo amadurecimento que nos instigou e o apego mesmo à distância;
... Ernesto, pelos momentos de sabedoria e as polémicas acalentadas;
... Joana, pelo fósforos grandes, as estórias a lápis e o enlace de solidões;
... Sarinha, pela espontaneidade e os gelados do Fragoletto;
... Fra, pela também desaprovação ao Felipe Melo e o humor sarcástico;
... Jorge, pelas piadas de duplo sentido e o único jogo de futebol em Lisboa;
... Nico, pelo respeito, pelo sushi e as parvoices ditas como se fosse um miúdo;
... Rui, pelas rameirasshots e o excelente coração que tens;
... Rita, pela sua abertura à minha alegria e a paciência;
... Tiago, pelas anedotas sem graça que tornava-as engraçadas;
... Marcelo, pelos sítios apresentados e os clipes curtidos no Facebook;
... Guilhoto, pelas filosofias de vida trocadas e a maturidade;
... Helena, pela ótima chefe que sempre foste, compreensiva e sincera;
... Dago e Lari, pelas portas da casa aberta, os passeios e brindes.

5 comentários:

Soraya Barreto disse...

E a vc agradeço por ter feito parte da sua história, certos que estaremos sempre um no coração do outro!

Sofia Rodrigues disse...

Ai ai...

Anônimo disse...

"Um parvo que aguça a magia ao redor porque acha que a vida é, de fato, de uma beleza única."
De fato ou de "ismouquin"!? Obrigado, eu! Um grande abraço.

Anônimo disse...

já uma despedida....

Larissol disse...

Obrigada a você querido, pelas risadas, os copos... e por esta escrita inspiradora e aliciante... beijos e tudo de bom, sempre!