sexta-feira, 11 de junho de 2010

Por que as mulheres agem na defensiva?


Diz-se à boca pequena que a melhor forma de se aproximar de uma mulher é pelo “olá, tudo bem”. Evite caras sexys, cantadas baratas, apreciações megalômanas, piadinhas engraçadas. Já foi-se o tempo também, felizmente, que a força reinava sobre o jeito – mesmo que ainda hoje alguns homens não tenham se atentado a isso.

Mas que merda de impotência experimentamos na abordagem diante do sexo oposto! Lá estão elas, impávidas, colossas, como um busto de Afrodite, a nos analisar de cima abaixo pelo olhar do julgamento. Porque todas as mulheres – e, se generalizo, faço uma correção: todas não, 90% – estão na defensiva quando um homem caminha até elas.

Se o sujeito não for o Brad Pitt, o Johnny Depp ou o Rodrigo Santoro tem de ralar. Tem de gastar saliva num bom papo, ainda que ninguém considere, naquela hora, que um bom papo depende dela também. Elas, na confortável condição de “selecionadoras”. Nós, na de franco-atiradores, expostos às intempéries, ao humor feminino, à escassez de encantamento atual do ato.

Bem, é tempo dos arraiais em Lisboa. Da festa pela festa – e as pessoas ficam mais abertas, mais dispostas, mais receptivas. Tento não levar nada disso em conta, ainda que seja impossível. Também é tempo de futebol, de Copa do Mundo, de celebrar a união dos povos pelo jogo mais popular do planeta.

Uma pena que tudo gire em torno de fachadas. Quero dizer: toda a gente podia estar bem mais disposta a simplesmente conhecer uns aos outros, sem juízos de valor ou receios. Mas isso parece utópico demais para o gosto geral, como já me alertou uma amiga. Lá estou, de novo, a sonhar um mundo perfeito. Capenga das próprias pernas.

2 comentários:

Sandryne Barreto disse...

A mulher se arma na chega, o homem usa um escudo contra o envolvimento. E eu continuo a valorizar o desarmamento.

Soraya Barreto disse...

Acho que o texto é bastante realista, apesar de,felizmente fazer parte dos 10% existe concordo que existe frescura demais e por que não "putice" num bom recifense no processo do conhecimento entre as pessoas. Um simples sorriso e uma boa conversa não deveria ser algo tão melindroso.