domingo, 27 de junho de 2010

A Copa do quarto - 9

Quando Lampard chutou, eu até vi a bola lá dentro. Mas não quis dizer nada. Ela beijou a trave – como quem despede-se carinhosamente – e foi dormir dentro do gol. O juiz é que não viu. Puxa, 33 centímetros! Tudo bem. Erros acontecem.

Quando Tevez cabeceou, achei que era mesmo impedimento. Mas fiquei quieto. Ele estava solitário na jogada – como quem espera o ônibus numa rua escura – e pensei que tivesse apenas um adversário à sua frente. O bandeira é que cochilou. E o telão do estádio mostrou a repetição! Ok, ok.

Alemanha e Argentina chegam às quartas-de-final privilegiados pela arbitragem. Porém não é por isso que estão onde estão. Jogaram melhor e mereceram vencer. Vamos ver como será este embate que envolve cinco títulos mundiais.

Nesta segunda-feira entram em campo Holanda e Brasil. Seria outras quartas do sonho. Acho que está mais que na hora da Laranja levantar a taça Fifa. Este time que ainda não encantou – como no Euro-2008. Gostaria muito de ver a equipe brasileira mais leve, com Daniel Alves na lateral esquerda e Ramires (ou Kléberson) no lugar do Felipe Melo.

Como Dunga não vai fazer isso, temo pelo nosso futuro. Mais: não estou ligando tanto para o nosso futuro. Entre um futebol bonito e o futebol feio, vou optar sempre pela primeira opção. Já disse: sou mais o Barcelona vice da Champions League que a campeoníssima Inter de Milão.

Coisas de um pseudopoeta.

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