quarta-feira, 23 de junho de 2010

A Copa do quarto - 7

Eu sou um chato. Um tremendo de um chato, eu sei. É que em período de Copa do Mundo não falo, comento, observo, aponto ou pondero sobre outra coisa. Futebol – só futebol. E não me venham com problemas políticos ou sociais, com despensa vazia (devia ter feito um estoque antes do campeonato) ou torneira do banheiro quebrada.

Nada disso me atinge. Nada disso me demove da saga irrepreensível de assistir a todos os jogos possíveis e imagináveis. Sou um fanático chato. Sim, eu sei, e repito com chatice aguda: – Sou chato mesmo. Porque no futebol eu tenho opinião sempre, e gosto de discutir. Afinal, é minha paixão, meu conhecimento, meu interesse.

Minha mãe lamenta que não estou no Brasil, para vermos à Copa juntos. Alguém me entende – ou suporta, vai saber. Ao lado do meu pai coloco as opiniões, discuto comentários, divido curiosidades. Bom era ver as partidas na redação do Diário Catarinense: onde todo mundo entendia e partilhava informações passadas e presente.

O pouco que sei nesta vida tem a ver com bola. E, logicamente, não sei tudo. Nem metade. Mas sou um chato por ter esta vontade irriquieta de contar o que sei. Foi pelo esporte, por causa do futebol, que decidi ser jornalista. E todo jornalista é, queiram ou não, um chato. Mas como escreveu Mario Quintana: “os amigos são os nossos chatos prediletos”. E assim espero que seja eu.

Um comentário:

Soraya Barreto disse...

Realmente Gu, você é meu chato predileto!