domingo, 6 de junho de 2010

Bilhetes para 30, por favor

Gosto de despedidas. Não sei porquê, mas gosto dos adeuses – de partir com a sensação de perenidade, com o hábito de que restará de mim, nos outros, as boas lembranças e as nobres virtudes. Fascina-me tanto seguir a trajetória que confundo a despedida com um vício de existência, um equívoco de decisão, um refúgio meticulosamente ocasional.

Por mim, eu partia. Simplesmente partia depois de dois anos numa cidade. Após 24 meses de raízes. Mas tem os amigos. E isso é quase 100%. Que dor afastar-me deles. Que dor. Que dor. Contínua e ininterrupta. Se dependesse de mim, a cada mala feita e passagem comprada, lá ia eu ao guichê do atendimento ou no site da companhia aérea reclamar: – Mais 28 bilhetes, por favor.

O ideal seria levar todos comigo, sem exceção, para cima e para baixo nestas andanças (quanto egoísmo!). Já pensou poder carregar a sabedoria e a calma do Paulista, a risada e a alegria da Sophie? As estórias e o sarcasmo do Matheus? A cumplicidade da Di, a pureza do Digo, o conhecimento do Diogo, a integridade da Jana Pimentel, a diversão da Taty, a sagacidade da Ci, a irreverência do Fábio, as conversas metafísicas do Felipe, a sensibilidade da Dani?

Poder levar para onde quer que fosse o companheirismo do Gruba, a serenidade do Joel, o encantamento da Ju, o cuidado maternal da Sol, a praticidade do Dani. E também o astral da Sofia, a maluquice da Jana Kalsing, a meiguice da Karine, a preocupação da Mariana, a “impaciência” da Cynthia. Ter a paixão pela vida do Alessandro, a razão emocional do Ernesto, a tranquilidade do Guilherme, a inquietude da Anabela.

Só queria tê-los sempre por perto. Sempre ao lado. É possível?

3 comentários:

Sofia Rodrigues disse...

Ó...:)

Mary Jo disse...

Possível é.. mas complicado tambem.

(hum..não me vi por aí.. porque será? eheh.)

beijo

Soraya Barreto disse...

Em todas as formas existe alguma perda, mas a sua alma já possui um pouco que cada pessoa...e isso nenhuma distância apaga. Amo tu filho!