terça-feira, 4 de maio de 2010

Aquelas voltas que a vida dá


Abril foi estranho. Foi estranho porque passou numa lentidão bovina. Ruminei os seus dias à espera que algo grande acontecesse, algum marco, algum Antes e Depois que delimitasse  a minha história.

Passou Abril entre tantas pretensões, como se pudesse direcionar qualquer decisão. Que engano mais juvenil, mais trivial. Nada de grande aconteceu, até porque é nas pequenezas de um caminho que se fazem as verdadeiras mudanças.

Enquanto estive em busca do evento derradeiro, vários detalhes invisíveis bicaram o meu destino. Pois já mudo o rumo, já arrumo novos muros para escalar, já murro o mundo, enfrento tudo com cada vez menos medo de errar. É que a vida é ousadia e deslize, glória e tragédia, sorrisos e lágrimas.

Despeço-me de Abril com a sensação de dever cumprido. Adentro Maio com aquela tenra, e prazerosa, noção de que tudo está em branco: as páginas ainda vão ser preenchidas. No seu ritmo, ao seu jeito. Pressa? O tempo foge, mas deixa ele dar uma escapada... às vezes é bom.

Há um mês não imaginava escolher o que escolhi. Tomar tais decisões. Como está sendo moldada a minha trajetória, desde 2005. Eu gosto do imprevisível, das voltas que a vida dá. Sem nunca nos antecipar um átimo sequer.

Um comentário:

Sandryne Barreto disse...

Poxa, Gustavo...quisera eu tornar minha espera tão poética quanto a tua. Mas a cada dia eu aprendo um pouco mais e a cada dia espero um pouco menos!