domingo, 25 de abril de 2010

Revolução dos Cravos e das ideias


Portugal comemora hoje a liberdade. Lá se vão 36 anos da Revolução dos Cravos, o golpe de estado que derrubou do poder o ditador Oliveira Salazar*. Os nossos patrícios chamam o feito de 25 de Abril.

De sábado para domingo ocorreram festas em todo o canto do país. Fui à Praça da Liberdade, em Almada, que fica do outro lado do Tejo, a partir de Lisboa. Após vários minutos de uma bela queima de fogos – digna de réveillon carioca –, começou o show de uma das bandas mais animadas que já assisti: Óquestrada.

Estive numa apresentação deles em setembro do ano passado (leia aqui). É, de fato, uma daquelas experiências singelamente divertidas da minha vida. Boa música, ótimo grupo de amigos e vodka finlandesa. Misturas ideais.

Hoje aproveitei para conhecer a “margem sul”, que é como se chama o lado de lá. Primeiro é válido explicar como cruzei o rio: de barco. Uma sensação fenomenal navegar pelo Tejo. Depois visitei Barreiro, Palmela e Arrábida – um sítio belíssimo com paisagens paradisíacas.

Foi daqueles dias abençoados, certeiros mesmo. O que cria para quem está no Brasil um (possível) problema: toda vez que se passa isso, sinto-me menos impelido a voltar. E, podem acreditar, estou começando a “mexer meus pauzinhos” para a viagem d’além mar durar mais...

* Na verdade, como bem me corrigiu a amiga Sofia da Palma Rodrigues, o 25 de Abril não destituiu Salazar do poder, afinal ele já estava morto em 1974. A revolução marcou o fim do regime ditatorial que imperava em Portugal.

Um comentário:

Sandryne Barreto disse...

Oquestrada foi a melhor coisa que minha irmã e meu cunhado "trouxeram" pra mim de Portugal. Foi amor à primeira ouvida. Eu ouvi tanto a ponto de receber apelos dos amigos que costuma andar no meu carro para mudar o CD...rsrsrs. E ontem Aya me ligou em Oxalá te veja! Ainda escutei os acordes, ganhei a semana!!
Beijo