sábado, 24 de abril de 2010

A certeza de viver uma ilusão


“O sábado é uma ilusão”, escreveu Nelson Rodrigues. Ando cada vez mais fascinado pelo polémico protagonista do meu trabalho de mestrado. Foi ele que motivou, neste sábado ilusório, em me materializar no cronismo.

Talvez isso não venha ao caso para vocês. É mera especulação. Gosto da palavra, vagueio no mundo das letras, entre dois blogues ativos, textos hibernados, poesias desprotegidas, anseios verbais. Como é mesmo que Pessoa dizia? Ah sim... “mover-se é viver, dizer-se é sobreviver”.

Lisboa se renova para mim na repetição. Agora já tenho uma história, um passado contado na cidade. Já ganhei permissão do tempo para comparar o ontem com o hoje – e ver que muita coisa que pensava ser permanente, nada mais foi que um lampejo. Permissão estendida para planejar o amanhã.

Esta semana recluso, detido em minha falta de ar e de esperanças, foi conclusiva para definir o que vem a seguir. O sábado é uma ilusão a qual quero aproveitar sem medo, sem racionalizar, sem o disparate do enfrentamento, sem trazer realidade bruta ao desvario. Ora, que mal há? As ilusões são necessárias! – e me fortalecem.

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