segunda-feira, 29 de março de 2010

Imersão marroquina - A loucura de Marraquexe


Chegar em um país diferente, com um idioma estranho, os hábitos distintos e ainda cair no caos cotidiano não é só insano: é assustador. Imagina um trânsito dez vezes pior que o de uma metrópole. Agora pensa na rua de um vilarejo cheia de gente, bicicletas, motos, carros e, inclusive, mulas. Eis a frenética e confusa Marraquexe.

O choque é instantâneo – e impossível de safar-se. Marraquexe não é a capital do Marrocos, como muitos pensam, mas é o principal destino turístico dos europeus. Os franceses e espanhóis lotam a medina (cidade antiga), em busca de produtos baratos, visuais exóticos e aventura. Também saímos de Portugal com este espírito.

Eu e quatro amigos chegamos ao meio-dia da segunda-feira (22) com cerca de 2.000 dirhams no bolso. Algo em torno de 200€. Embarcamos em Madrid, onde, entre bocadillos, Mahous e risadas, foi mais uma visita divertida à capital espanhola. Calhou mesmo impactar-se com um novo velho mundo.

Depois de algumas boas voltas labirintísticas, perdidos com as mochilas a tiracolo e sendo acossados pelos maliciososo comerciantes marroquinos, conseguimos encontrar o hostel. Ou melhor: o riad – que é uma espécie de casa clássica transformada em pensão. Da nossa saga pelo país, esta foi a melhor hospedagem.

Os riads primam pela área de convivência. Normalmente têm um pátio enorme e ornamentado. É difícil ter um bom banheiro. O buraco no chão faz as vezes da privada e as duchas ficam a dever. Os quartos acumulam poeira, mas nada é desconfortável ou anti-higiênico. Ao todo, foram seis noites em cinco lugares distintos (repetimos este primeiro riad no último dia), entre quartos partilhados e “exclusivos”.

Cansados e ainda impressionados – apesar de bem menos –, passeamos pelas movimentadas souks. Souks são feiras em que tudo que está à venda não tem preço. Uma bandeja de prata comprada pela Soraya por 10€ teve seu valor de partida em 1.000€. Assim vai... quanto mais negociar, melhor é a quantia que consegues. E tenho de admitir: neste quesito, os brasileiros são experts.

Um comentário:

Anônimo disse...

Amigo deve ter sido uma aventura e tanto. N0 hostel, o banheiro como o nosso?
Felicidades e dê um beijo no Tejo.
bjs.
Jesus