domingo, 21 de março de 2010

A continuidade do regresso



Ah, os texto nascidos e amamentados na insónia... nos desobrigam a pensar. A falta de sono é uma espécie de álibi para a escrita. Na pior das conjunturas, um habeas corpus literário.

Meu relógio biológico (adoro a combinação dessas palavras) está confuso. Com três horas a mais em relação a Brasília, adormeci de 21h30 (18h30) à 1h30 (22h30) e parece ter sido apenas um cochilo de início de noite. O corpo ainda está a processar a mudança.

Não dormi no avião. Cochilei um sono estúpido, beirando a indiferença. Deviam colocar alguma coisa naquela água que oferecem com simpatia aérea. Quem sabe, assim até sonhava.

Por falar em sonhar, já admiti que estava ávido pelo regresso. E eis-me aqui no ambiente europeu, sob um clima ainda a flertar com o friozinho. Saudade era pouco – redescobri que sentia mesmo era uma espécie de “fome”.

Neste domingo, meus caros, viajo para Madrid. No dia seguinte empreendo a aventura norte-africana. Na verdade, é só Marrocos. Vou conhecer Marraquexe, Fês, Meknés, Rabat, Casablanca, a parte ocidental do deserto do Saara, a cordilheira do Atlas, além de outros pontos turísticos e ocultos do belo país muçulmano.

Meu retorno é terno, mas também é torpe. A vida cotidiana e mundana começa mesmo em Abril. Por enquanto, desta volta, posso dizer que estou na sala de espera, na fase de transição, numa quarentena de 10 dias.

Um comentário:

AneCar disse...

Ah, essa vida noturna diante de uma tela gélida, mas, ao parar por aqui (no seu blog), o calorzinho chega junto.
Divirta-se em Marrocos. Fotografe bastante e depois mostre-me alguma coisa.
Já está dormindo direito? E os sonhos? Quando encontrá-los - em alguma água por aí - mande um "tiquim" pra mim.
Boa noite.
Beijinhosssssssss