terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Poder da mente


A minha mente anda em tantos lugares que, confesso, estou perdido. Mas enquanto andou somente no agora, enquanto contemplou apenas a natureza do cerrado goiano, estive numa paz – as angústias deram tchau.

Bom mesmo foi viajar e curtir o Carnaval com meus amigos. Precisava de algo assim para “reavaliar” as coisas positivas do Brasil. A saudade é um animal feroz, sempre a encarar-te preso numa jaula vazada. E eu ando com a mente em tantos lugares que não consigo viver uma só.

Sair de si é sair também dos problemas. Ainda que depois eles regressem, com mais ou mesma força. Nunca tive medo de defrontá-los, e vou além: gosto de duelar com os problemas, gosto de perfurá-los para ver até onde sangram. Diria que sou um pouco masoquista.

Porque meus problemas sou eu, eu sou meus problemas. E alimento-os com a displicência de um vigarista, com a disciplina de um condenado. Mas é assim que fujo dos fingimentos naturais e cotidianos. Meu rumo é um breu, um caminho sem placas, sem mapas, sem guias. Por isso, vira e mexe ando coordenado pela mente.

De tão confuso que zigue-zagueio, vou sendo alguém insatisfeito em constante conflito. Mas sempre com a rica consciência do óbvio. Se fico ou vou, se vou ou fico, é porque já não sei o que fazer de mim.

2 comentários:

Anônimo disse...

Toda vez que leio um destes post angústiados sinto uma imensa vontade de poder te oferecer alguma paz.Na falta desta possibilidade. Peço apenas que
aproveite aquilo que nos pertence, o presente !!!

Lívea disse...

Que bom que gostou do carnaval e também é bom saber que conseguimos repassar a você as coisas positivas do Brasil. Foi bom conhecer você...você pode passar quantos anos quiser na Europa, mas duvido que perca sua alegria e otimismo típico de brasileiro!