terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Teoria da meditação

Chove em São Paulo, mas não há novidade nisso. Tanto para a capital paulista quanto para mim. Já disseram-me que desde o Natal está assim – então nada altera na minha paisagem, seja onde for.

Também chove dentro de mim. Foi estranho partir, mesmo que saiba que voltarei daqui dois meses. Ando ansioso, como há muito tempo não andava. Querendo resolver todas as coisas de uma só vez: as práticas e as lúdicas.

Sei que para tudo há o tempo exato. Devo evitar forçar a barra, antecipar os momentos, desvalorizar a calma. Devem ver-me inquieto pelas últimas semanas, mas tenho lá meus motivos. O que não justifica este embrulho interno.

De São Paulo rumo a Brasília. Somente domingo, dia 31, após o casamento do meu amigo. Visitei o seu apartamento novo e tive uma inveja boa – o sentido de “lar” já me foge há tempos. No entanto, gosto de olhar para as malas e ver minha casa comigo.

De Brasília vou para Florianópolis. Onde tinha tudo e achei que fosse ficar para sempre. Cada vez, porém, enxergo-me mais distante das minhas proximidades. É confuso explicar, mas queria ter a paz de simplesmente saber esperar. Uma paz terna e eterna, a qual sempre busco.

Talvez precise meditar. E, por meditar, entendam reaproximar-me do meu eu. É um bocado vago abordar isso. Mas sei o que falo, o que é preciso. Desse modo vou tentar organizar uma vida que nem mesmo é de verdade. Porque tudo que temos são impressões... e podemos nos guiar por elas.

Sem sofrer – por dor, por angústia, por impaciência. Basta fechar os olhos com força e pensar positivo. Eu quero. Eu vou conseguir. Não desisti do ideal.

Um comentário:

Anônimo disse...

Sei do seu Ateísmo mas devo dizer que a fé é a melhor das meditações.
Acalme seu coração e confie na vida.( Maior manifestação Divina)