segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Os eternos encantos da menina-mulher


Barcelona. Barcelona. Barcelona. O nome Barcelona tem insistido na minha cabeça. Mas não vem só. Como péssimo turista de boas cidades, fico inquieto por “apenas” visitá-las. A Barcelona que se repete como um disco riscado está acompanhada pelas ideias de mudar, morar, viver, ficar.

Preciso de tudo isso quando se trata da terra de Gaudí e Miró. Preciso como preciso de água, como necessito comer. É uma coisa louca, um encanto à primeira vista. Porque se Madrid me cativou pela clássica beleza, Barcelona ganhou-me pelas curvas insinuantes e pelo sorriso acolhedor.

Barcelona é uma menina-mulher que te surpreende a cada momento. É a casa onde te sentes mais pleno, é a rua em que percorres com ânimo. Não dá vontade de ir embora, de deixá-la, de abandonar os seus infinitos. E lá, vamos sendo misturados a pessoas que surgem de distantes inquietações, para convergirem num só propósito: a adoração deste ambiente fulgurante.

Eu já não penso em passar: quero quedar. Porque tem a Gràcia e o Barri Gòtic, La Pedrera e o Parc Güell. Tem a Sagrada Família, Barceloneta, Plaça Catalunya, Las Ramblas e Montjuic. Tudo isso com o mar ao fundo. Impossível não se fascinar – e admirar um cenário novo a cada mudança de paisagem.

Barcelona absorveu a minha mente, entranhou-se no meu coração.

3 comentários:

aliene disse...

Olá, Gu... tambien me encantió la barcelona..adorei revê-la em seu texto. FELIZ 2010, muchos besitos.

Alícia disse...

Entendo bem como se sente... passar um mês aí pra mim foi como uma vida que passou num instante. Beijo!

Helena disse...

Uma inquietude que, apesar de o ser, tranquiliza.
Não só em mim, como em quem o ler, nasce a sede de Barcelona, tal a beleza que imprimiste às palavras.