quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Desabafo de um cético


Uma das descobertas mais duras da vida é a do amor. Ou diria, também, a da paixão. O amor que eu acredito não existe. A paixão que desde sempre apostei é um conto dentro de mim. E apenas dentro de mim.

Sou um cético sonhador. Um náufrago à espera do resgate. E ao mesmo tempo em que sinto tanto, em que transporto esta alma de emoções e fantasias, este baú abarrotado de poesias, vagueio silencioso pela escuridão da descrença.

O amor só existe nos filmes e nos livros. Aquela paixão fugaz morre ao primeiro contato com a realidade. Não consigo crer em reciprocidade, não consigo imaginar entendimento pleno e gratuito. E onde foi que erramos? Na procura ou no desejo? Na necessidade ou na carência?

Outro dia, apaixonei-me como nunca. Como um sonho. Mas o amor é dificílimo, das aventuras mais vertiginosas de nossa existência. Porque se ele não existe, se está presente tão-somente em imagem, como tocá-lo e medi-lo?

Há de vir uma mulher que me faça acreditar que é possível lidar com este impossível. Eu não sei não ter amor, mas também já me falta força para dar... sem receber.

Ps.: Lembrei-me de Pablo Neruda e Cecília Meirelles ao pensar que a primeira – e decisiva – forma de amar é não-amar. Porque quem não-ama, tem a capacidade maior para amar. “Eu te amo para começara amar-te, para recomeçar o infinito e para não deixar de amar-te nunca: por isso não te amo todavia”, dizia o poeta chileno. Como será que funciona?

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Teoria da meditação

Chove em São Paulo, mas não há novidade nisso. Tanto para a capital paulista quanto para mim. Já disseram-me que desde o Natal está assim – então nada altera na minha paisagem, seja onde for.

Também chove dentro de mim. Foi estranho partir, mesmo que saiba que voltarei daqui dois meses. Ando ansioso, como há muito tempo não andava. Querendo resolver todas as coisas de uma só vez: as práticas e as lúdicas.

Sei que para tudo há o tempo exato. Devo evitar forçar a barra, antecipar os momentos, desvalorizar a calma. Devem ver-me inquieto pelas últimas semanas, mas tenho lá meus motivos. O que não justifica este embrulho interno.

De São Paulo rumo a Brasília. Somente domingo, dia 31, após o casamento do meu amigo. Visitei o seu apartamento novo e tive uma inveja boa – o sentido de “lar” já me foge há tempos. No entanto, gosto de olhar para as malas e ver minha casa comigo.

De Brasília vou para Florianópolis. Onde tinha tudo e achei que fosse ficar para sempre. Cada vez, porém, enxergo-me mais distante das minhas proximidades. É confuso explicar, mas queria ter a paz de simplesmente saber esperar. Uma paz terna e eterna, a qual sempre busco.

Talvez precise meditar. E, por meditar, entendam reaproximar-me do meu eu. É um bocado vago abordar isso. Mas sei o que falo, o que é preciso. Desse modo vou tentar organizar uma vida que nem mesmo é de verdade. Porque tudo que temos são impressões... e podemos nos guiar por elas.

Sem sofrer – por dor, por angústia, por impaciência. Basta fechar os olhos com força e pensar positivo. Eu quero. Eu vou conseguir. Não desisti do ideal.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Até o Brasil...


Quando novo, sofria muito por ansiedade. Sou de fogo, intenso e impulsivo. Hoje em dia consigo disfarçar melhor essas características. De qualquer modo, ainda tenho furacões no estômago, terremotos que me abalam.

Mas, curiosamente, quando perguntam se existe ansiedade em partir para o Brasil dou-me conta que não. Que superei este sentido imediato, que abdiquei de antecipar sensações levianas. Porque, de um modo ou outro, a estada de dois meses em solo tupiniquim já está planejada e decidida há meses.

O que me detém nos momentos mais amplos, desvia o pensamento e furta a calma é o desconhecido: o pós-Brasil, o regresso a Europa, o rumo que darei à trajetória cambiante. Será que devia ter tudo traçado ou basta um desejo a seguir? Ainda assim tenho muito caminho até tocar os meus anseios profundos (que nunca devo deixar dissipar).

Este é um texto de improviso, tal como gosto de guiar-me pelo mundo. Não imaginava sentir este aperto forte no peito com um corriqueiro "até logo". E fugi de qualquer diálogo que soasse como uma despedida definitiva, porque realmente sinto que é. Lisboa já parece vista do alto, como uma doce lembrança.

Ao mesmo tempo tem as amizades de Ju, Sol, Dani, Jana, Joel, Tito, Ana, Dago, Lari, Duda, Hulana, Sofia, Sara, João... e meu peito aperta. Gente que cruzou meu caminho e tornou-o mais pleno, mais puro, mais belo. Gente que ensinou-me muito mais que livros, mais que professores doutores, mais que qualquer mestrado.

Obrigado pelas parcerias de sempre. Porque nunca escondi que é para misturar-me que viajo. Este é o principal título que carrego – com orgulho.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Talvez, talvez, talvez


Talvez tenha tanto medo do futuro que refugio-me no presente. Talvez confunda sentimentos, invirta desejos. Talvez não saiba aquietar esta saudade de algo ainda a acontecer. Talvez seja urgente, talvez acomodado.

Talvez meu ceticismo atrapalhe quando olho para o outro. Talvez seja muito influenciável. Talvez conserve tanto amor e fique atrapalhado em dobro. Talvez espere você, talvez espere a mim. Talvez caminhe apenas num trecho com espinhos.

Talvez tudo dê certo. Talvez nada. Talvez o que escreva ganhe nome. Talvez o meu nome ganhe arte. Talvez nunca regresse. Talvez sempre reparta-me. Talvez o tempo me engula, talvez as horas me lambam. Talvez eu saiba o que faço – mas disso tenho certeza que não.

Talvez um novo encontro. Talvez velhos adeuses. Talvez realize uns sonhos, talvez frustre bons planos. Talvez acerte na intensidade, erre na dose. Talvez o mundo me engane, com seus grandes olhos de espanto. Há de saber desapegar-se de tudo exterior.

Ou talvez isso não seja viver. E perca tempo pensando. Quiçá.

domingo, 17 de janeiro de 2010

As badaladas estéreis

Tenho tido a marcação implacável das horas. Para onde quer que vá, ouço o tic-tac dos ponteiros. É a Síndrome de Capitão Gancho. Por isso só consigo direcionar passado e futuro, organizar o presente, pelas contagens regressivas e progressivas – há alguns dias dei adeus a Barcelona, daqui uma semana despeço-me de Lisboa.

O sino da igreja perto de casa cadencia o tempo. Delimita meu destino como uma bateria de escola de samba. A cada 15 minutos é um bléin-bléin-bléin. A cada hora é a quantidade irritavelmente certa de badaladas. No início incomoda, depois piora – porque silencia o som, mas a agonia berra.

Ninguém deveria desempenhar este ofício. Este pobre ofício de puxar uma corda e fazer um sino tocar. Ninguém. É o nosso carrasco contemporâneo, em pleno templo cristão. Uma badalada já me trata de antecipar os fatalismos da vida.

É o banho atrasado, o almoço engolido, o passo apertado até o ônibus. É a tese inacabada, o dinheiro contado, as vontades rompidas. É tudo contra o relógio, o relógio contra tudo – contra a nossa fantasia carpedieniana.

Tenho essa má-disposição, tornei-me impulsivo (ou compulsivo?), cronometro minhas ações e raciocínios. Já não vejo a hora de ir, de celebrar, de visitar, de rir, de regressar, de viajar, de me mudar. Pior que privar o tempo, muito além da ansiedade sufocante, a pancada do sino é outra – ela evoca a morte.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Estreia na neve*


Dizem que os esquimós enxergam 18 tipos de branco. Francamente, acho esquisito. Se for relacionar ao princípio básico e natural do homem ocidental, o de só distinguir 16 tonalidades, os esquimós extrapolam a cota. Fúcsia, coral, lavanda, salmão, jambo... isso é tudo invenção feminina – e de quem desenvolveu os papéis de parede.

Mas os esquimós, é verdade, residem num outro mundo. Enxergam este tanto de branco e sabem diferenciá-los. Já eu verei a neve pela primeira vez no fim de semana. E devo vê-la na mesma escala de cor do fundo da tela do Word ou do guardanapo na cozinha.

Neve talvez seja uma areia gelada. Ou então um gelo mais mole. Está mais para não ser nada disso que tento supor ser. O fato é que vieram-me duas curtas lembranças agora.

Estou com 26 e vou estrear na neve. Tudo bem, a maioria dos brasileiros nunca teve contato e talvez nunca tenha. Mas meu pai, veja só, foi conhecer o mar com 17 anos. Morava no interior de Goiás e o litoral era para dias e dias de viagem num Ford Rural.

Já o Daniel, amigo pernambucano de Lisboa, foi tão ávido na sua primeira vez na neve que teve a vontade que todos nós temos: destruir um daqueles bonecos gordinhos, impecáveis, de filme americano. Tomou distância, preparou a corrida e voou no gélido objeto.

O alvo manteve-se intacto. Quem desabou foi o Dani. E então ele viu um tonalidade do branco que nem os esquimós conhecem: aquela em que tudo fica escuro.

* Este texto esteve pronto antes da hora e, no último momento, confirmou-se que não iríamos mais à Serra da Estrela. Fiel à escrita – e sem ter qualquer outra ideia para postar aqui –, decidi manter opção inicial. Agora minha estreia será apenas aos 27 anos. Assim espero.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Sobre frio, chuva e poesia


Se tem uma coisa divertida no frio – e olha que este inverno na Europa está indecente! – é aquela fumacinha que sai da boca quando o ar quente do corpo encontra o ar frio da rua e blá-blá-blá. Pode estar congelante que ainda assim acho graça em bafejar a difusa névoa branca e cruzar os olhos a mirá-la.

O frio faz das pessoas solitárias carrancudas. Os casacos pesados furtam a leveza das relações. Até um bom dia é carregado, é tenso, é ultrajante. Antes, eu culpava esses europeus sisudos, mas já me pego a andar por aí de sobrancelha cerrada. A não ser quando sopro um vapor alvo dos brônquios. Aí ponho-me a sorrir do nada, como um caloroso idiota.

Pior que a temperatura baixa ou o vento rasante é mesmo a chuva. E em Lisboa chove a cântaros nesta época. Ou numa expressão que (também) sempre me diverte: chove a baldes. É água que não acaba mais, dá para encher um poço, e o fiel escudeiro de qualquer morador passa a ser o guarda-chuva – que aqui classificam como chapéu-de-chuva.

Tem pra tudo quanto é gosto. Ia ontem no autocarro (o famoso ônibus), em direção ao trabalho, observando a calçada tomada por esses objetos que não evoluíram. Desde a Mesopotâmia, há 3.400 anos, até a Inglaterra do século 18 o formato é semelhante. Ok, eles adquiriram detalhes modernos e variações de costume, porém um guarda-chuva é sempre um guarda-chuva.

Foi então que criei este singelo poema, de título tão original. Como uma fumacinha que sai da nossa boca numa noite gélida de inverno.

Guarda-chuva
Há os discretos
e os coloridos
os pretos
e os floridos
alguns novos
outros antigos
curtos
e compridos
inteiros
e rendidos
há os feios
e os bonitos
uns comprados
uns pedidos
mas sempre
para o mesmo motivo:
proteger da água
que cai do infinito

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Faz uma semana


Faz uma semana que deixei Barcelona e faz uma semana que quero voltar para lá. A lembrança está intacta, como uma tatuagem. Tenho dividido espaço com a ansiedade e a preocupação, sempre a buscar formas de escrever este novo capítulo. Na Catalunha.

Daqui a 13 dias embarco para o Brasil. Vou a dois casamentos especiais, passo por três cidades, visito amigos e familiares, revejo minha irmã e meus pais... mas parece que a euforia vem de outro estado de espírito: de um sala vazia em mim.

Já não tenho rumo. Já oscilo nos caminhos. E que descompasso desta trilha que apaga-se! Sou recheado de vontades: utópicas? ilusórias? amórficas? Revi Albergue Espanhol e me vi correndo como Xavier no final. Fugindo. Ou buscando algo. Tentando resgatar uma vida que se gasta a cada dia virado na folha do calendário.

Existir é muito mais que isto. Tem de ser ir além do trivial, do cômodo! Quem disse que não podemos reinventar a história, recriar o conto toda vez que o sol nasce? Não posso contentar-me. Eu não quero! E desse não-querer, preciso que brote algo intenso: a ação concreta.

Faz uma semana que deixei Barcelona. Daqui a 13 dias estou no Brasil. Em pouco mais de dois meses entrego a tese. E depois? Mas, e depois? O futuro é a miragem de uma grande águia. Às vezes, minha energia simplesmente se vai...

domingo, 10 de janeiro de 2010

Separação

Ultimamente, tenho a companhia ausente de Vinicius de Moraes. Sempre que desvio-me da rota, ele vem lembrar que a vida é a arte do encontro – embora haja tanto desencontro pela vida. Pois é, sábio poetinha camarada dos versos de mel.

Se a hora do sim é o descuido do não, se a vida tem sempre razão, se é infinito enquanto dura – posto que é chama –, cá estou a escutá-lo com afinco de um poeta aprendiz. Mas sofro de fraquezas criativas ao protagonizar algo original. Porque do Vinicius extraio aquilo tudo que, de repente, gostaria de gritar ao mundo.

De repente, não mais que de repente... E é em seu texto “Separação” que consigo reunir as frases mais exatas do meu momento.

Voltou-se e mirou-a como se fosse pela última vez, como quem repete um gesto imemorialmente irremediável. No íntimo, preferia não tê-lo feito; mas ao chegar à porta sentiu que nada poderia evitar a reincidência daquela cena tantas vezes contada na história do amor, que é a história do mundo. Ela o olhava com um olhar intenso, onde existia uma incompreensão e um anelo, como a pedir-lhe, ao mesmo tempo, que não fosse e que não deixasse de ir, por isso que era tudo impossível entre eles.

Viu-a assim por um lapso, em sua beleza morena, real, mas já se distanciando na penumbra ambiente que era para ele como a luz da memória. Quis emprestar tom natural ao olhar que lhe dava, mas em vão, pois sentia todo o seu ser evaporar-se em direção a ela. Mais tarde lembrar-se-ia não recordar nenhuma cor naquele instante de separação, apesar da lâmpada rosa que sabia estar acesa. Lembrar-se-ia haver-se dito que a ausência de cores é completa em todos os instantes de separação.

Seus olhares fulguraram por um instante um contra o outro, depois se acariciaram ternamente e, finalmente, se disseram que não havia nada a fazer. Disse-lhe adeus com doçura, virou-se e cerrou, de golpe, a porta sobre si mesmo numa tentativa de seccionar aqueles dois mundos que eram ele e ela. Mas o brusco movimento de fechar prendera-lhe entre as folhas de madeira o espesso tecido da vida, e ele ficou retido, sem se poder mover do lugar, sentindo o pranto formar-se muito longe em seu íntimo e subir em busca de espaço, como um rio que nasce.

Fechou os olhos, tentando adiantar-se à agonia do momento, mas o fato de sabê-la ali ao lado, e dele separada por imperativos categóricos de suas vidas, não lhe dava forças para desprender-se dela. Sabia que era aquela a sua amada, por quem esperara desde sempre e que por muitos anos buscara em cada mulher, na mais terrível e dolorosa busca. Sabia, também, que o primeiro passo que desse colocaria em movimento sua máquina de viver e ele teria, mesmo como um autômato, de sair, andar, fazer coisas, distanciar-se dela cada vez mais, cada vez mais.

E, no entanto, ali estava, a poucos passos, sua forma feminina que não era nenhuma outra forma feminina, mas a dela, a mulher amada, aquela que ele abençoara com os seus beijos e agasalhara nos instantes do amor de seus corpos. Tentou imaginá-la em sua dolorosa mudez, já envolta em seu espaço próprio, perdida em suas cogitações próprias – um ser desligado dele pelo limite existente entre todas as coisas criadas.

De súbito, sentindo que ia explodir em lágrimas, correu para a rua e pôs-se a andar sem saber para onde...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

No seas insegura

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A vida é uns deveres


Às vezes somos atacados por certezas. E eu, que tanto já me vi imerso em dúvidas, hoje caminho sereno, com o peito estufado por estar seguro – a vida começa a ganhar sentido. Não tenho emprego fixo, casa própria ou mesmo um plano.

Mas tenho desejos e coragens. Tenho o anseio do mundo, a vontade de respirar um ar genuíno, tocar a pureza dos dias que não passam simplesmente – colecionam-se. Fui abraçado por uma certeza mais definitiva que a morte: a certeza de viver.

Ou como poetizou Mário Quintana,

A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, passaram 60 anos...
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem — um dia — uma outra oportunidade,
Eu nem olhava o relógio.
Seguia sempre, sempre em frente...

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Os eternos encantos da menina-mulher


Barcelona. Barcelona. Barcelona. O nome Barcelona tem insistido na minha cabeça. Mas não vem só. Como péssimo turista de boas cidades, fico inquieto por “apenas” visitá-las. A Barcelona que se repete como um disco riscado está acompanhada pelas ideias de mudar, morar, viver, ficar.

Preciso de tudo isso quando se trata da terra de Gaudí e Miró. Preciso como preciso de água, como necessito comer. É uma coisa louca, um encanto à primeira vista. Porque se Madrid me cativou pela clássica beleza, Barcelona ganhou-me pelas curvas insinuantes e pelo sorriso acolhedor.

Barcelona é uma menina-mulher que te surpreende a cada momento. É a casa onde te sentes mais pleno, é a rua em que percorres com ânimo. Não dá vontade de ir embora, de deixá-la, de abandonar os seus infinitos. E lá, vamos sendo misturados a pessoas que surgem de distantes inquietações, para convergirem num só propósito: a adoração deste ambiente fulgurante.

Eu já não penso em passar: quero quedar. Porque tem a Gràcia e o Barri Gòtic, La Pedrera e o Parc Güell. Tem a Sagrada Família, Barceloneta, Plaça Catalunya, Las Ramblas e Montjuic. Tudo isso com o mar ao fundo. Impossível não se fascinar – e admirar um cenário novo a cada mudança de paisagem.

Barcelona absorveu a minha mente, entranhou-se no meu coração.