sábado, 19 de dezembro de 2009

O dia em que a terra tremeu à noite

O primeiro sismo a gente nunca esquece. E eu ainda cismo de ter perdido aquele de 2000 – sentido em quase todo o Sudeste, Centro-Oeste e Sul brasileiro. No exato momento, estava no único local impossível de notar a terra tremer: num avião, entre São Paulo e Brasília.

Mas desta vez, não. Não em Portugal! O luso-shake (expressão do amigo Dago) moveu a cama, onde lia distraidamente. Fez os pratos sacolejarem, as janelas estalarem e, mesmo assim, mantive a compostura – e os olhos no livro. Confesso que oscilei entre a hipótese sobrenatural (sim, espíritos) e a mundana (o vizinho estar divertindo-se de jeito).

Durou pouco: 10 segundos nos meus avoados cálculos. E se tivesse de chutar o grau na escala Richter, seria 0,32. Isso foi de quarta para quinta, em torno de 1h30min. Estranho foi despertar ainda tonto do oitavo sono com a cama, de novo, a dançar levemente. Era um novo abalo, em bem menor intensidade (o principal, com epicentro a 235 km de Lisboa, teve 6.0 na escala Richter e duração de 3 minutos; os seguintes, mais fracos, não atingiram 2.5).

À noite nem lembrava do ocorrido. Minha mãe ligou para saber se estava tudo bem. Demorei para entender que a preocupação tinha a ver com o sismo. É que eu ainda cismo que aquilo não foi bem um terremoto... mas vou sempre relatá-lo como sendo o meu primeiro.

P.S.: Ontem assisti ao apocalíptico 2012 e, realmente, se comparar o tremelique de Lisboa com as crateras engolindo cidades no filme, sinto-me aliviado. Falta três anos para o fatídico (ou não) 21 de dezembro.

4 comentários:

Jehoel disse...

Não te preocupes com 2012! ;)

Jehoel disse...

Para passares incólume só tens que aprender a meditar! ;)

Sandryne disse...

Poxa, Aya comentou comigo que tu dissestes isso pra ela...ainda bem que não houve consequências maiores. De toda forma, atenção redobrada e te cuida! Xero

Gustavo Jaime disse...

A escrita É uma meditação, caro Joel.