quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Maldita rinite!


Esta rinite que ataca... Maldita rinite! Não posso pegar uma fresta de frio, ainda que esteja a suar dentro do casaco. Nem andar com os pés desnudos, cobrir-me com um cobertor felpudo, usar o cachecol do armário. Maldita rinite!

Que me faz refém de seus espirros, brinca com minha paciência, torna meus olhos profundos. E até escrever sobre ela, agora me obriga. Rinite que não despede-se com anti-alérgicos, que acomoda-se com sacrilégio e sacrifica meus amigos – pobres coitados a ouvir-me fungar o tempo inteiro.

Mexe com o trabalho e o lazer. Tira a vontade, dá lentidão. E lá se vão tantos anos de convívio que pensei ter superado os sintomas, as mazelas, a poeira, a janela entreaberta. É quase inverno e o clima cambiante talvez explique. Maldita rinite! Neste instante, não há coisa que mais me irrite...

Um comentário:

Sandryne disse...

Até com uma rinite você consegue poetizar....rsrsrs! Ela também me pertence, entristece, enlouquece...não é só privilégio seu!