terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Desenhos de despedida

As singelas histórias deste mundo ainda me fazem acreditar nas pessoas. Sei que é piegas demais falar em exemplos, mencionar boas ações e valorizar a pureza. Ainda mais neste período, em que todo mundo transpira solidariedade. Uma solidariedade muitas vezes esquecida e posta de lado no dia-a-dia.

Uma coisa é a gente exercitar o bem no cotidiano, sem buscar nada em troca, sem esperar que isso seja visto, sem achar que exime qualquer atitude inversa. Costumo ser gentil com conhecidos e desconhecidos simplesmente porque respiram e sorriem e sentem fome e tropeçam e molham-se na chuva e ficam tristes e caminham e amam e odeiam...

Já contei isto aqui, mas vou repetir. Certa vez uma colega de trabalho me questionou pelo fato de eu ser ateu. "Mas quem não acredita em Deus é capaz de qualquer coisa", exclamou ela. Lógico que referia-se à falta de regras, de morais, de ética. Coitada. Mal me conhecia para saber que as minhas regras, minhas morais, minha ética é baseada no instinto básico de fazer o bem.

Leiam a maravilhosa peça abaixo. Aqui está a força do sutil, a beleza do mais profundo sentimento. O que aconteceu nesta família tem um só nome: esperança.



Um comentário:

Andréa disse...

Oi Gustavo!!
Poxa, você conseguiu me fazer chorar com essa história tão linda, tão pura.
Esse ano perdi alguém que gostava muito com essa mesma doença. Daí que pequenas lembranças me tocam o coração e me enchem os olhos de lágrimas.
Talvez mais do que mimos materiais, as lembranças e as lições que tal pessoa me deixou são realmente importantes. E numa época como agora, em que fazemos balanços a respeito do ano que tivemos, o conjunto todo pesa muito e nos faz pensar no que podemos levar adiante em 2010.
Eu sinceramente levarei as lições pro resto da minha vida.
Um beijo ENORME, de uma das suas leitoras mais assíduas,

Andréa