sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Impresente companhia

O homem tem várias obsessões. Um homem sem obsessão, sem uma reles e ínfima obsessão, assemelha-se a um daqueles chiuauas de madame: inofensivo, indefeso, patético.

A minha mais recente obsessão é pela voz feminina. Ando pra cima e pra baixo com os fones no ouvido, sempre a escutar um delicado timbre, uma canção sussurrada, um sopro de alma.

É exagero. Tudo o que tem muito adjetivo é exagero. O que se repete é exagero. E estou para exagerar, afinal. Nas músicas de uma Lisa Hannigan, uma Regina Spektor, uma Fiona Apple. Ouço-as e torno a ouvi-las.

Misturo-as a Adele, Lauryn Hill, Amy Winehouse, Amel Larrieux, Norah Jones, Madeleine Peyroux, Erykah Badhu, Sheryl Crow, Amy Macdonald, Joss Stone… O repertório nunca se encerra.

São as minhas impresentes companhias.

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