domingo, 25 de outubro de 2009

Epopeia grega (Parte V)


Finalmente os monumentos! Porque contar Atenas em quatro textos e não citar o Partenon, o Templo de Zeus, o Templo de Poseidon, o Arco do Adriano, o Estádio Kallimarmaro... é até uma heresia mitológica.

Fui à capital grega com todo esse imaginário aflorado. Confesso que sempre fascinou-me a história de deuses e homens, heróis e mortais. Tanto que o foco da minha tese de mestrado é esse – a partir das crônicas esportivas de Nelson Rodrigues.

Estar no outro berço da mitologia (há cerca de 10 anos estive em Roma) foi como soltar uma criança num parque de diversões. Subi a Acrópole como quem passeia, eufórico, na roda gigante. Visitei o primeiro estádio das olimpíadas modernas com a alegria do garoto que estreia no circo.

A cidade antiga foge às vistas. Contemplar o infindável horizonte do Olimpo faz-nos, realmente, sentir eternos. Tirei fotos – para contrariar a minha máxima –, mas nenhuma delas conseguiu captar o “estar lá”.

É fácil andar por Atenas. Para os turistas, uma boa sugestão é o tran – uma espécie de eléctrico lisboeta. O destino é Síntagma, o centro histórico e comercial. A rua Ermou é a das lojas de grife.
Na Monastiraki, uma agradável zona, está o comércio informal.

À noite essa região transforma-se num ponto de encontro multietário. O Thissio reúne bares e restaurantes, alguns mais clássicos, outros modernos. As mesas ficam voltadas para onde as pessoas caminham. Já a Marina de Flisvos é um desfilo de requinte. Em meio às sofisticadas discos estão aportados iates de milhões de euros, de toda a parte da Europa.

Eis Atenas ao meu (singelo) olhar. No próximo fim de semana é a vez de Madrid, vale?

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