sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Epopeia grega (Parte IV)

Kalimera, pessoal. Bom dia! Hoje eu ia contar sobre o habitual quando se pensa em Atenas: os templos, os deuses, a mitologia. Mas não – deixa para o quinto e último post.

É que ontem cheguei ao trabalho e fui hostilizado em grego com um gesto típico: os cinco dedos abertos e a palma da mão projetada à frente. O mesmo que o “número cinco”, mas arremessado com veemência. Isso quer dizer... bem, é o nosso “dedo do meio”.

Logicamente que os meus colegas descobriram o gesto e foram brincar comigo. Mas pegaram o jeito e virou costume. O melhor foi ver no estádio de futebol (assisti a Olympiacos 3 x 0 Asteras Tripoli, pelo campeonato grego) a torcida mandar a “mão” ao árbitro.

Claro que participei do xingamento. Na primeira vez, timidamente. Depois, quando o juiz deixou de marcar um pênalti e ainda deu cartão amarelo por simulação, levantei da cadeira e projetei as duas mãos abertas em direção ao mediador. Descobri que, seja lá qual for a forma de comunicação, é sempre terapêutico.

E por falar em sinais, o “não” e o “sim” também são diferentes. Para negar ou recusar alguma coisa, levanta-se o queixo – como se fosse o nosso “oquié?”. Ou então simplesmente erguem as sobrancelhas.

Já a afirmativa tem um lance meio epilético. Não sei fazer nem consegui reconhecer na rua, e da única demonstração assistida ficou um desentendimento total.

Só para não esquecer, uma vez que escrevo sobre símbolos... o da imagem acima é o amuleto de Boa sorte da Grécia. É um olho contra o mau olhado. Efaristó!

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