quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Epopeia grega (Parte III)


Uma das coisas que mais chama a atenção na Grécia é a culinária. Eles não são muito chegados a almoço. Come-se um souvlaki e pronto, está de bom tamanho. O souvlaki é um sanduíche com carne e vegetais, num pão sírio (a pita). Já o jantar...

... é um evento. Senta-se à mesa para ficar duas, três horas. O costume é pedir vários pratos e beliscar de tudo um pouco. A cozinha ateniense é muito saudável. Abusa-se das saladas. O porco e o carneiro são os tipos de carne mais consumidos. E ainda tem o moussaká.

Bem, conheci o moussaká ainda no Brasil. É uma lasanha de beringela. Minha mãe fazia muito, e quando descobri que era um prato grego – durante a Olimpíada de 2004 – brincava com ela. O que experimentei, tendo vista para a Acrópole, estava fenomenal.

Na rua, popular é um pãozinho (uma espécie de bagel) com gergelim vendido de 0,60€ a 1€. Nas casas, o que não pode faltar é o queijo feta. Além de ser barato nos mercados, o feta é uma delícia. Outra tradição grega é o masticha (diz-se mastirra).

O masticha, ou mastika, é uma resina retirada da ilha de Chios usada para fazer um licor e... chiclete. Reza a lenda que os nativos mastigavam as plantas e, daí, surgiu a pastilha elástica e o termo. Interessante, não?

E penso comigo: quantas histórias mais não estão encrustadas nesse país tão belo?

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