segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Epopeia grega (Parte I)


Yásas, Lisboa! Após cinco dias ausente da minha querida casa portuguesa, admito que senti saudade. Também de escrever, para relatar a epopeia na chuvosa Atenas. Apesar da água só ter dado trégua na tarde de sexta-feira e no domingo – dia do adeus –, foi possível conhecer a milenar cidade.

Difícil saber por onde começar. Vou pelo idioma, que é um obstáculo enorme. Porém, motivador. Porque o grego é mesmo complicado – pois ainda não sei se é pior de entender a língua falada ou a escrita. Efaristó é “obrigado”, parakaló é “por favor” e “de nada”, signómi é “desculpa” e “com licença”. Yásas quer dizer “olá”. Já no fim da viagem distribuía os quatro verbetes a todo mundo que encontrava pela frente.

Duro é que a partir daí achavam que eu era nativo e desembestavam a falar comigo. Então resgatava o meu inglês para balbuciar “Sorry, I don’t speak greek” e estava tudo bem. Quer dizer, quase tudo... o inglês deles é, por vezes, incompreensível.

Mas não há qualquer temor em virar-se na cidade. Os atenienses são gentis, apesar de os comerciantes serem um pouco impacientes. O povo compreende espanhol e arrisca-se no português. Pelas vistas, adoram o Brasil.

Ah, e sabe a tradição grega de quebrar pratos? Espatifei logo dois no chão, na área de alimentação do Ikea. Como bom admirador da cultura, tive de fazer a minha parte. Uns vão dizer que – estabanado como tudo – foi descuido meu. A verdade (minha, pelo menos) é que gosto de inserir-me nos costumes.

E esta saga ainda tem muito a relatar...

Um comentário:

Sol disse...

Ninguem te entende né filhote!! Mas é isso da um "tchibum" na cultura é sempre gratificante....hehehhe