sábado, 5 de setembro de 2009

Viajar educa


Como jornalista-diplomado-quase-mestre, deveria ser mais fiel aos meus prazos. Afinal, são eles que moldam o ofício. Eu disse anteontem que escreveria amanhã sobre Alcácer do Sal, mas deixei-me enrolar no novelo da preguiça. Também confesso estar um pouco desmotivado com o blogue. Sabe-se lá o porquê...

O fato é que Alcácer do Sal já é um nome curioso. No Wikipédia descobri algumas coisas ainda mais interessantes. Vejam: [...] é uma das mais antigas cidades da Europa, fundada antes de 1.000 a.C. pelos fenícios. Assim como as vizinhas e também fenícias Lisboa e Setúbal, fornecia sal, peixe salgado, cavalos para exportação e alimentos para os barcos que comerciavam estanho com a Cornualha. Durante o domínio árabe foi capital da província de Al-Kassr. Dom Afonso Henriques conquistou-a em 1158. Reconquistada pelos mouros, só no reinado de Dom Afonso II, e com o auxílio de uma frota de cruzados, a cidade foi definitivamente conquistada, tornando-se cabeça da Ordem de Santiago.

No artigo não mencionava nada sobre o pôr-do-sol ou o rio [Sado] que banha a cidade de 6,6 mil habitantes. Nem mesmo as tascas tradicionais, de preços justos, onde come-se um delicioso lombo ou um apetitoso leitão (desculpem os defensores dos animais, mas são mesmo apetitosos) enquanto bebe-se imperial e assiste ao futebol.

Também não lembrou os comerciantes de gambas (camarões pequenos) que expõem o seu produto dentro de um barco. Ou mesmo a mansidão em caminhar pelos paralelepípedos a conversar com os amigos. Nada disso o Wikipédia cita.

Mas agora sei que a pessoa natural de Alcácer do Sal é salaciense ou alcacerense. E quem a visita torna-se um pouquinho fã desse visual e histórias tão particulares. Viajar educa.

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