sábado, 12 de setembro de 2009

Uma noite de arrebentar o chinelo


Eu preciso de um chinelo novo. O título não é força de expressão. Eu preciso, mesmo, de um chinelo novo. O meu está aqui jogado no canto, enrolado com um esparadrapo que eu tinha mochila. Voltava pra casa quando ele machucou-se. Vocês todos já tiveram uma havaiana e sabem como se dá este chato acidente.

Por que tinha um esparadrapo na mochila? A pergunta a se fazer é: por que não tenho um isqueiro ou caixa de fósforos no bolso? Por diversas vezes perco a oportunidade de acender cigarros alheios. De mulheres, é bom frisar. Ora vejam só, tenho esparadrapo e não tenho lume.

Voltemos à história do chinelo – e porque ele arrebentou. O coitado já estava gasto e desfila um preto desbotado? Ok. Mas a culpada foi a noite de hoje, ah se foi! De uma festa que só se viu igual nos Santos Populares, o famoso arraial carnavalesco dos lisboetas. Olha o nome: Incrível Tasca Móvel.

Formidável. Que experiência! Que alegria! Que animação! Que música! Tudo em um só sítio, ao ar livre, num espaço tradicional da cidade (Martim Moniz) e de graça. Daqueles momentos que a gente sente: vai ficar numa gaveta da memória para aparecer, assim, num dia mais nada a ver.

De tanto saltar e dançar o chinelo foi cedendo, foi cedendo, foi cedendo... e aguentou quietinho. Foi arrebentar no caminho, já em Picoas, numa obra à margem da Fontes Pereira de Melo. (O que isso importa?) Sorte que tinha um esparadrapo na mochila. E por que eu tinha um esparadrapo na mochila? Bem, nessa hora foi melhor que ter um isqueiro ou uma caixa de fósforos.

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