quinta-feira, 3 de setembro de 2009

El mito de Huelva

Há um mito sobre Elvas criado por mim e pelo meu amigo português Joel. Não sei bem como começou, mas fantasiava a cidade, suas habitantes e seus monumentos (em especial o aqueduto de 400 anos e o moderno coliseu).

Tudo nasceu durante a road trip de fim de ano. Pelo que lembram, passamos o Ano Novo em Badajoz. Agora, na jornada até Sevilha, a piada pronta carregava o nome de Huelva.

Havia um interesse... melhor: foi ventilada a intenção de conhecer a cidade – Huelva estava ali, a poucos quilômetros do destino. No entanto, entre o frenesi da ida e a correria da volta, nos desbaratamos da ideia.

Eis que o mito de Elvas alongou os braços para sua xará espanhola (com a necessária adaptação linguística). Quando entramos em Elvas, em janeiro, fomos praticamente abduzidos pela sua áurea. Nos perdemos, ainda que naquele pequeno lugar fosse inimaginável perder-se.

Com Huelva, a magia foi semelhante. Fomos sugados, seduzidos, conduzidos por suas ruas. De uma hora para outra, sumiu a auto-estrada e – mesmo sem querer – caímos na cidade. Antes assim: deparamo-nos com belas fontes, prédios simpáticos e um clima de amabilidade.

Postos de novo no trajeto, visitamos Vila Real de Santo António, um vilarejo luso que faz fronteira com os hermanos. Em Olhão, rodamos rapidamente. Já no Faro, houve pausa para o banho de mar. Pelo agito, beleza da praia e água menos gelada, deu para saber porque é um dos sítios escolhidos pelos famosos.

O melhor do retorno – ainda que Huelva tenha agradado – ficou para Alcácer do Sal. Mas isso já é o capítulo de amanhã. O último desta saga. Até porque devo apressar-me no relato: já recebi convite para cair de novo na estrada.

Todo en su tiempo y espacio, vale?

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