segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Um texto bem apress...

Eu vou arrepender-me de um texto tão apressado e sem acabamento. Mas a felicidade é fugaz e efêmera... não posso deixá-la escapar das letras assim. (Pior que emudeci na escrita, a decidir por onde começar.)

Há dois meses mudei de emprego. E senti uma falta tremenda das pessoas conquistadas, dos amigos feitos. Sim, eu era empregado de mesa, um garçom. Se estava próximo ao jornalismo era por servir – e tomar – cafés.

Dei o passo adiante, para aliviar a carga nos joelhos e ganhar mais euros. Hoje faço clipping. Coisa que nunca tive em estágios, que é quando o estudante aprende a apalpar – no bom sentido – a notícia. Depois de quatro anos de formado é que caí nesse mundo.

Há duas ou três semanas mudei de casa. Já estava difícil de aguentar a desorganização de uma terra sem dono. Ao longo de uns anos a morar só, de uns meses a dividir apartamento com estranhos, tornei-me uma pessoa mais tolerante e maleável.

Ou isso ou você enlouquece. Às vezes é melhor tirar o corpo a pirar a cabeça. Imagine partilhar sala, cozinha e banheiro com gente que nunca se viu na vida. É por essas e outras que abandonei o antigo lugar e estou agora em um ambiente sereno, reservado.

Há algumas horas comecei a trabalhar n'O Jogo. É um diário exclusivamente esportivo, está entre os três principais de Portugal (ao lado do Record e A Bola). Fui naquela de enviar o currículo e... pronto, chamaram-me. Verdade que trata-se de um estágio sem remuneração, mas vou fazer o que sei e gosto.

Assim sendo, e tendo a noção que ainda preciso comer – é o que dizem! –, repartirei o dia ao meio. A primeira etapa vai de 6h às 15h; depois, de 15h30, 16h às 22h, 23h, talvez 24h. E estou hipnotizado, empolgado e contente demais para cansar-me. Vou mesmo encerrar por aqui...

(Pois sempre há portas que fecham para abrirem-se novas. Basta buscar.)

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