sábado, 8 de agosto de 2009

Sexo e... dormir juntos?


Por conta desta aventura atual, o desejo heróico de colecionar contos, eu ando sem tempo. Mas foi a melhor opção que podia ter. Ocupar a mente ajuda a preencher os espaços. Pelo menos por um período. Na solidão, o trabalho é a melhor terapia de sempre.

No entanto, odeio quando vou escrever uma coisa e outras me tomam. Eu disse que ando sem tempo, justo para completar que, ainda assim, consegui ir à praia na quinta. Estava de folga no estágio e saí direto do trabalho para a areia – com alguns bons minutos de deslocamento até chegar ao apreciado destino.

Correu tudo bem e como o sol põe-se apenas às 21h no verão, tive ainda a pegar um bronze, mergulhar na água e jogar frescobol. Mas piada mesmo foi uma conversa alavancada sob o calor de quase 30º C, rodeado por corpos com pouco roupa.

Estive a debater com um amigo sobre uma característica crucial de qualquer bom enlace: a intimidade. E atingimos o despretensioso conceito de que mais íntimo que o sexo é o sono depois do sexo. Afinal, pensem comigo: quem já não se pegou inquieto na cama depois de ter “esvaziado” a vontade de transar?

Desculpa os pudicos, mas é difícil que pelo menos uma vez não se tenha olhado para o lado e, com insone incômodo, perguntado: “O que faço aqui?!”. Ao desejo de dormir no próprio colchão – porque não há cama melhor que a nossa – soma-se a repentina certeza de que a tranquilidade dos sonhos vão mais à alma que a intensidade dos orgasmos.

E o papo surgiu assim, do nada, no ambiente ressonante da praia.

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