quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Curtindo a vida adoidado

Bem no meio do trabalho toca uma música no mp3 e lembro dos amigos. Quase sempre ao ouvir Jack Johnson ou Beatles. E abro um sorriso de orelha a orelha. Recordo momentos. Planejo o futuro. Saber que são mesmo amigos aqueles a quem temos apreço é um grande tesouro.

Aqui o calor está de rachar. Atingiu 37ºC. Parece que o verão finalmente chegou, apesar de as minhas visitas à praia terem escasseado. Quero ver se no fim de semana desbravo outros sítios do litoral português. No fim do mês vou a Sevilla. O clima anda quente, mas meu coração permanece frio.

Saber que é tudo passageiro, conforta. A vida é movimento – ou, a parafrasear o Nando Reis: “prefiro as pernas que me movimentam”. É verdade. Eu prefiro sempre estar por aí, a sonhar e realizar sonhos. Mas cada vez sinto estar mais perto de “repousar” em Floripa. Vamos ver... ainda há muita lenha para queimar.

Tenho uma folha de caderno dedicada aos por-fazeres. Melhor: aos desejos. E são tantos. Só crescem. Também de lugares a conhecer. Incham a cada revista de viagem que folheio. Vou acumulando vontades na caixinha, junto à inquietação. Gosto de palavrar.

Às vezes acho tudo monótono. E me apetece sair sem rumo, a descobrir locais e pessoas. Tenho uma relação íntima com a pureza e esse tempo sem ponteiros. Acho que há uma linha tênue entre isso e a loucura ou a vagabundagem. Não sei, é o que me pego a pensar em alguns momentos. Será que as criações da alma são fugas da responsabilidade?

As pessoas me acham tranquilo. De fato, sou. Mas sou uma farsa. Não sei bem o que quero, qual rumo devo tomar. Apenas sinto, em muitas horas do dia, que a vida é demasiado pueril para nos atermos a certezas. Talvez não. Talvez seja eu muito pueril. (Vou beber uma cerveja gelada para curar a melancolia morna. As ações parecem sempre iguais.)

E olha, afinal, quem/o que eu sempre quis ser...

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