segunda-feira, 27 de julho de 2009

Para abraçar o agora

Gosto de sair mais cedo do trabalho. Propriamente porque me permito andar pela cidade-moça e cruzar com histórias alheias, inventar rostos estranhos, supor trajetos únicos. Ou apenas sento no banco do parque e ouço jazz enquanto o sol se despede do céu para a lua.

Assim, abraço o agora. Mas já há uma semana que algo, sem nome e sem forma, me inquieta. Tenho caminhado a sorrir, levando a vida de um jeito fácil – com brincadeiras e diversões, mesmo a só.

Crio cenas de filmes, escrevo roteiros mirabolantes, forneço coreografias surpreendentes a musicais silenciosos... sempre na imaginação. E serve para esquecer, por uns instantes, o vazio que me preenche. Então torno a ludibriar a melancolia justa com uma alegria ainda mais justa.

Uma amiga querida mandou esta passagem: “Para entrar no ritmo de vida, primeiro você tem que aprender a arte de se aquietar, porque quanto mais quieto você ficar, mais claramente você poderá refletir as qualidades da sua alma. Como é fácil culpar o seu ambiente, a sua situação ou as suas condições pelo estado em que você se encontra! Está mais do que na hora de parar de agir assim e entender que a culpa é somente sua. Quando você procurar e achar a paz e a quietude interiores, nada nem ninguém conseguirá perturbá-lo ou tirá-lo do eixo.”

De trilha sonora, recomendo o saxofone, o piano e a voz da Nina Simone...

Um comentário:

Andréa disse...

Muito sábia essa sua amiga...
E quanto à Nina Simone, ah! qualquer música dela vale a pena!!
Se bem que Feeling Good vale de trilha sonora para esse momento "novo" da minha vida.
Bjs,
Andréa