sábado, 11 de julho de 2009

A ernestar...

Planos? Tenho vários. Se vou ou não concretizá-los, aí são outros quinhentos. Mas nada impede de traçar objetivos, riscar vontades no papel, sonhar de olhos bem abertos. E, ultimamente, eu ando a ernestar.

Ernestar vem de Ernesto. Para ser específico: de Ernesto Constantino Nhanale, um desses sujeitos raríssimos, que só nascem de mil em mil anos. Conheci-o na faculdade, pelo mestrado de Jornalismo, e tornou-se um amigo. Um amigo e tanto.

Nas mãos de brasileiros sacanas (em especial este que vos escreve) e portugueses brincalhões, o gajo moçambicano virou ícone da nossa turma... e quiçá da Universidade Nova de Lisboa. O sucesso foi em tamanha dimensão que o homenageamos com um verbo.

Um dos hábitos de Mestre Tito é desenvolver planos mentais. Quando chegou a Portugal, ele já tinha tudo bem definido: o que fazer, quando fazer e como fazer. Um espanto!

O percurso sofreu percalços, mas nosso herói manteve-se fiel às ideias. Escorregou aqui, remodelou ali, inventou-se novamente. Sempre com grandes definições na mira. E isso é ernestar.

A esse exemplo do sábio de Maputo, criei uma lista virtual onde arrumei a minha vida até agosto... de 2010! Quer dizer, há nesse intervalo de 360 e poucos dias muita coisa a rolar: troca de casa, mudança de cidade, jornadas de fim de semana, dois meses e meio no Brasil, tese, trabalho, renovação de visto.

Mas melhor que arquitetar planos é colocá-los em prática. E vou além: melhor mesmo, bem superior a isso, é deparar-se com o imprevisível – tudo muda em segundos.

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