sábado, 20 de junho de 2009

Sobre criar, erros e amizade


Eu queria ser um dos roteiristas de Friends ou de How I Met Your Mother. Queria, quem sabe, ser um dos personagens dessas duas séries leves e divertidas. Desfilar a serenidade do Ross, a leveza do Chandler com a Mônica, o companheirismo do Marshall com a Lily, a inocência do Joey, a sagacidade do Barney, o descompromisso da Phoebe.

Impossível assistir aos episódios sem sonhar, sem sorrir e sem sentir uma tranquilidade justa. Porque a intenção dos roteiristas vai além de entreter. E eu queria ser uma dessas pessoas capazes de, despretensiosamente, ir fundo na alma humana com um quadro de palavras.

Encanta-me o jeito que as pequenas coisas entrelaçam-se nas histórias. Os mais simples momentos relacionados com o mais importante e decisivo todo. É como na vida... mas aqui não há ninguém, ao final de cada "episódio", a nos apontar qual é a lição. Temos essa missão sozinhos, apenas tendo o tempo de aliado.

Como foi o último How I Met que vi, e a moral que ficou: "Aqui vai uma coisa sobre erros... Algumas vezes, ainda que você saiba que algo é um erro, você tem de cometê-lo do mesmo jeito. Até aqueles erros mais idiotas...". Sou mestre em errar, sei disso. Porque caio na tentação pura de sempre realizar. Um dia, sem notar, eu acerto.

Post-scriptum: Numa dessas sutis coincidências da vida, hoje assisti a um documentário sobre as 10 temporadas de Friends. Bacana constatar a sintonia do sexteto e "esmiuçar" a importância valorosa da amizade. Como diria Mario Quintana: "os amigos são os nossos chatos prediletos".

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