terça-feira, 19 de maio de 2009

Saudade de lugar

A minha saudade não é de coisa ou de pessoa. Não é de algo que possa tocar ou de quem respira. A minha saudade é de lugar.

A minha saudade, desculpem os sensíveis, desaparece pela conversa ao telefone, as mensagens no MSN, a fotografia de e-mail. Urgente mesmo é a saudade da paisagem.

A minha saudade vez ou outra emerge, confusa e renovada. E me lembra a falta do cheiro de mar, do caminhar com o vento ao rosto, do provincianismo, da mesmice enfadonha, do tempo que dissipou no tempo. Saudade até mesmo das dores, dos pormenores, dos temores.

A minha saudade é mínima e grande, dispersa e constante, passada e futura. É de acordar cedo, jogar sinuca, deitar na areia. É de subir o morro, bater uma bola, ir ao estádio. É de cozinhar camarão, ter com os amigos, receber visitas.

A minha saudade não é de coisa ou de pessoa. É de Floripa.

Um comentário:

Bembi disse...

Ah, Gus
Tenho muita saudade de ti. Foi tu preciso tu partir pra eu perceber o quanto fazes falta aqui.
Espero muito que volte logo.
Saudades infindáveis,
Cibele