segunda-feira, 25 de maio de 2009

Nas entranhas portuguesas (Parte 1)


O meu compromisso jornalístico naufragou. Primeiro, no que diz respeito a noticiar. Estou displicente mesmo, eu assumo. Depois, no âmbito de contar histórias. Os relatos andam capengas e sem “tempero” algum.

Disse que na semana passada estive em várias cidades interessantes, na tal jornada às entranhas portuguesas, e deixei passar o que ocorreu por lá. Será que perdi o jeito para narrar? Desapareceu a vontade de partilhar fatos?

Bem, prefiro crer em agenda cheia, falta de tempo, cansaço. Mas nunca é tarde para retomar os acontecimentos. A viagem começou na terça-feira e teve como destino Coimbra, com uma rápida parada em Fátima. O sítio, onde a santa foi avistada por três crianças em 1917, é um exemplo perfeito do poder da fé.

Fé que remove montanhas, e também constrói santuários magnânimos e reorganiza toda uma região. Fátima é ponto de encontro e peregrinação de católicos do mundo inteiro – em 13 de maio, dia de Nossa Senhora de Fátima, a cidade fica intransitável. Realmente sente-se uma áurea religiosa intensa por lá.

Coimbra é local de igual concentração, porém de estudantes. O ar é jovial, despojado, agradável. Já sabem: há a Universidade de Coimbra, a mais antiga universidade portuguesa – foi criada em 1 de março 1290. Além disso, a cidade é banhada pelo Rio Mondego, o quinto maior rio português e o primeiro de todos os que têm o seu curso inteiramente no país – o Tejo nasce na Espanha.

Todas essas informações podem ser colhidas no Wikipédia, é verdade. Basta ter um bocadinho de interesse. Mas para deparar-se com as cenas, ao vivo e em cores, é preciso presença. E um dos sítios mais impressionantes é a Quinta das Lágrimas, cuja história fica para uma próxima vez. (Google it!, se a curiosidade for infreável)

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