segunda-feira, 4 de maio de 2009

Depois da tempestade...

Passou um furacão de trabalho nos últimos quatro dias que nem tive tempo – e forças – para escrever. Sei que falei de novidades tonteantes, e juro que me custou lembrar das duas para retomar o assunto hoje, com certo intervalo de atraso.

Mas nem sei mais se são tão importantes. Quer dizer, se são tão novidades assim. Se é relevante anunciá-las – até porque não os influencia nem os toca, caros leitores. É um grande e próximo amigo que casará; meus pais que virão me visitar em outubro.

E foi tudo que escondi no último texto.

***

Eu tenho essa vontade incontida de mudar o mundo. Por isso, calo. E, pela escrita, escapo de tudo e crio o pano de fundo, o cenário lírico-mítico que me altera. Antes, finjo pra mim. Depois, para os outros. Tenho essa vontade rouca de berrar no silêncio branco.

É para poucos que me dou por inteiro. Sou meio partida e meio chegada. Assisto ao real sem trilha sonora, sem edição, sem maquiagem... apenas com sensibilidade Alimento a coragem para não faltar ousadia. E é pelo medo que garanto o risco. Rabisco no destino. Aprendi a virar páginas.

Tenho essa vontade distante de aproximar as pessoas. E amo tantas, de diferentes maneiras e por diversas razões. Mesmo sem saber. Mesmo sem dizer.

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