quinta-feira, 23 de abril de 2009

Eu, Lisboa (de novo)

É bom se reconhecer no lugar em que se escolheu estar. Avistar as fachadas dos prédios e lojas e sentir-se em casa. Saber caminhar pelas ruas, dar indicações, enveredar-se por atalhos. Adoro olhar mapas e ensaiar trilhas urbanas.

Melhor ainda é adquirir o sentido de orientação, ainda mais porque o meu, normalmente, é péssimo. Vivi em Brasília por 22 anos e sei andar melhor em Florianópolis que na capital federal. Em Lisboa, onde tudo é perto, já fiz enormes trajetos a pé – é mesmo a melhor maneira de se desbravar.

Ontem me guiei por edifícios altos e pelo meu feeling para chegar a um sítio. Percorri um atalho: talvez simples, talvez complexo. O que importa é que eu o fiz, por conta própria. E essa de já andar pela cidade sem se perder, sem pedir informações, sem ver o mapa, é uma grande sensação de reconhecimento e de liberdade.

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