segunda-feira, 20 de abril de 2009

Entressono

O sono me beija a testa. Minhas pálpebras pesam com lentidão e eu acho que sonho em velocidade. Penso nela e nas distâncias que separam o hoje do amanhã. Será que ama-se para sempre? Ou o amor só é eternizado porque tem prazo para acabar?

Não tenho sede de vida agora. Só de água. O que ouço lá fora é ilusão de um delírio tímido que tenho quieto. Meus olhos fecham sem que os note fechar, e passeiam pela escuridão onírica, homérica, anímica.

Que doce saudade de quando eu era. De quando escrevia acordado. Mas não me venham com vantagens da razão: quero mesmo a fantasia. Saudade, afinal, de sentir-me cheio de esperança.

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