terça-feira, 24 de março de 2009

O crime perfeito

Já tem três semanas que isso aconteceu. Cheguei quase à noite em casa, vinha da praia, subi as escadas arrastando-me de moleza com a chave à mão direita, quando...

A senhora do andar acima estava acompanhada do casal de netos, que me acostumei a ver no prédio. Estão sempre a correr, fazer barulhos, aprontar alguma. Ela disse que tentaram entrar em seu apartamento, que a porta principal tinha sido forçada, que gostaria de subir por nossas escadas de emergência...

Acompanhei a incursão até o momento culminante: de a senhora ver que arrombaram, mesmo, a casa. Chamou-se a polícia, o oficial fez o percurso igual, perguntou se alguém havia escutado os sons, respondi que eu estava ausente e...

Ficou assim. Eu não soube o que levaram. Soube, porém, que andaram a forçar outras portas do prédio onde moro – e, parece, de outros ao redor. O nosso ficou intacto, o que levou os vizinhos e a polícia (que não é a escocesa) a crerem numa grande hipótese...

Seríamos, nós, os criminosos. Levantou-se a suspeita. Ninguém entendeu porque não escutamos nada, ainda que as crianças pisem forte de um lado para o outro. Não compreenderam o porquê de nosso apartamento sair ileso. Veio um representante da síndica nos ameaçar...

De despejo. Sondou o contrato de aluguel e, se inexistisse um, sabe-se lá onde eu estaria agora. A história terminou aí, sem arredarmos o pé de casa, apesar de continuarem a nos olhar “torto”. Foi mesmo o crime perfeito...

Esse de acusar quem bem quiseram.

Um comentário:

Júlia disse...

Ai ai ai, depois de ler este post acho que desisti de escrever o que escreveria aqui. Não quero ser mal vista.
É que devo chegar a Lisboa no dia 30 de maio, para uma parada rápida, antes de retornar ao Brasil, no dia 1º de junho, depois de uma viagem de um mês pela Europa.
O senhor estará por aí, para quem sabe um cafezinho?
beijos
Ah, escreva pro meu email: julia.al@gmail.com