quarta-feira, 4 de março de 2009

Nada de relevante...

Vamos conversar sobre trivialidades? A vida que se forma ao meu redor tem o peso único da tranquilidade – assim, sem o trema. Cada vez mais coisas parecem acontecer, ao mesmo tempo em que a calmaria se apropria do mar. O momento de turbulência já passou... mas será que ele finda de vez?

Dizem que plantamos o que colhemos. E eu só procuro regar. Não sou sujeito de semear ou de colher. Gosto de cultivar. Me interessa essa lavoura prosaica das relações. A satisfação de observar o crescimento dos amores e das amizades é o que me faz enorme por dentro e pequeno por fora.

Há quase um mês recebi a ligação efusiva de um amigo italiano – ok, “efusivo” e “italiano” é mesmo uma redundância absoluta. O fato é que tinha uns quatro anos que não nos víamos. E o bambino veio se inscrever no árduo concurso de pilotos da TAP – após quase sete anos na Alitalia.

Entre vinda e ida para Roma, ele avançou no processo de seleção e mobilizou uma série de pessoas aqui em Lisboa: de colegas de apartamento a amigos do mestrado. Todos torcem para que o Alessandro passe. Hoje é o dia decisivo – ainda há mais duas ou três etapas, no entanto a desta quarta-feira é a mais importante.

Se depender da energia que se criou ao redor da causa, uma das oito vagas é dele. De qualquer maneira, todos aprenderam muita coisa nestes dias de convivência. As trajetórias se misturam nesta disritmia sinfônica.

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