sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Ainda era você


Já era 27 e voltei “estranhamente” feliz para casa. Desci a Moraes Soares quase deserta, atravessei na passadeira em frente ao Minipreço e dobrei à esquerda ao Pedemeia. Passei em cima do tapete vermelho, vi o bar brasileiro fechado, enquanto meu peito batia sereno.

Encontrei a porta verde do prédio aberta. Guardei a chave no bolso direito e subi as escadas sem pressa. Evitei o barulho, mas a porta do apartamento rangeu alto. Caminhei a passos cautelosos sob o piso gasto de madeira, coloquei uma fatia de pão na torradeira e a paz de sentir-se no rumo certo pulou dentro de mim.

Larguei o casaco pesado e mais todo o peso dos medos. Levitei na cama baixa, sem mesmo sacar a roupa do corpo. E quando finalmente repousei a cabeça no travesseiro, iluminou-se o quarto escuro. Ainda era você um mês depois.

2 comentários:

Vera disse...

“Tão bom viver dia a dia...
A vida assim (contigo), jamais cansa...“

Bacini

Rachel Monteiro disse...

Beau!

*o comentário aqui em cima também.

=*