domingo, 18 de janeiro de 2009

O casal vai casar


Um grande amigo anunciou que vai casar. Já tem data marcada e me convidou pra ser padrinho. Mesmo estando longe, nem penso em faltar à cerimônia. Muito menos recusar a assertiva de estar no altar ao lado do casal.

Ele é um dos seres racionais mais emocionais e sensíveis que conheço. E lá se vai uma década de amizade, que iniciou por acaso. Não tanto pelas afinidades, profundas e que se revelaram apenas depois, mas pela serenidade que ele emana.

Histórias não faltam. Como quando matamos aula em sua casa (morava a pouco metros do colégio). O detalhe é que a professora a qual deveríamos estar ouvindo era a própria mãe do gajo. Pior ainda: depois almoçamos um espaguete ao molho vermelho e almôndegas preparado por ela, na maior cara-de-pau.

Recordo os treinos de basquete, sempre divertidos. A fuga da polícia em uma festa junina. O acidente de carro para desviar de um calango na pista (espécie de lagarto do cerrado brasileiro). As viagens. As conversas. Os conselhos. A subida “complicada” no Pátio Brasil. Os jogos de vôlei – impossível esquecer a pose para sacar. Os encontros e desencontros.

(Não pensei que o texto se tornaria saudosista. Era uma ode ao futuro e acabei por regressar a cenas que me fortalecem quando estou cabisbaixo. Lembrar do passado me reconstitui, especialmente por contar com pessoas e contos tão especiais.)

Mas também quero falar dela: A Noiva. Que há cerca de dois anos fui apresentado e me encantei. Verdadeiramente me encantei. Impossível ter outra reação que não essa. Ela é linda, simpática e tem uma risada deliciosa. A melhor que qualquer um pode se deparar. Ouso dizer que existem as risadas antes e depois da dela.

É uma dupla maravilhosa, que inspira alegria. Por isso me emocionou saber da decisão do casório – que era inevitável, para usar as palavras de outro amigo-padrinho. E, se costumam chamar de amor qualquer sentimento que floresce em nosso peito, muitas vezes sem ser mesmo amor, para esses dois posso consumar: é, definitiva e sumariamente, amor.

E será por muito tempo... nas vidas deles e nas nossas. Porque o amor tem disso: ele se espalha e abraça todos à volta.

Um comentário:

Sandoval disse...

"Como quando matamos aula em sua casa (morava a pouco metros do colégio)."

Pela frase, descobri o felizardo gajo.

A notícia foi excelente e fico contente pelos dois. Quem sabe não nos encontramos em São Paulo. Quando será o casório?

Beijos mil