domingo, 4 de janeiro de 2009

Na estrada (Parte III)

Fomos três a encarar a jornada e três a sentir uma enorme paz no retorno a Lisboa. Ficamos ausentes por 24 horas, mas pareceu uma semana inteira de descanso em movimento. É relaxante e motivador pegar a estrada, buscar uma aventura às cegas, estar na companhia de amigos, conhecer novos lugares, colecionar histórias e experiências.

Quando juntamos todos esses ingredientes no mesmo prato, a sensação é transcendental. Não encontro adjetivo melhor. Agora novas road trips já estão sendo programadas. Dentro e fora do território lusitano.

Vai soar estranho, mas Portugal é imenso. Ainda quero desbravar Norte e Sul do país. Quero me envolver nas praias maravilhosas, pisar em cidades famosas e descobrir sítios históricos – tal qual Évora, que visitamos na volta de Badajoz.

Évora é daqueles lugares medievais, cercados por um grande muro de pedras. Nos perdemos dentro do emaranhado de travessas, becos e ruas. Tivemos a idéia de ladear a vila até alcançar a entrada onde tínhamos o carro estacionado. Para azar, escolhemos o lado errado de iniciar a empreitada. Resumo: devemos ter contornado uns 80% de Évora.

No entanto, é esse tipo de situação que traz contos. O que somos além disso? – contos contando contos, e nada. Minha satisfação é sair pelo mundo a caminhar no escuro, para encontrar a luz.

A cada viagem, fico impressionado com a dimensão de conhecimento que desconheço. E isso me fortalece a sentir mais, com mais intensidade... a respirar os diversos ares que nos fazem existir. E nada além disso. Só.