sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Coberto(r) de vida

Que delícia este frio que congela os instantes. Está quase zero grau lá fora e escrevo debaixo de casacos, mantas e sentimentos. Penso na aula de hoje: sempre a melhor da semana. E não apenas por causa do conteúdo apreendido – o verdadeiro ensinamento está na valência sensitiva do mestre Adriano Duarte Rodrigues. Sexta-feira é um dia inspirador.

Gosto de captar. Gosto de perceber muito além do lógico, do visível, do anunciado. Esse exercício de introspecção espiritual – não no sentido religioso da palavra – me traz cada vez mais paz. É saber que estou no meu caminho certo. No rumo correto para alcançar a minha autenticidade.

Por muito tempo procurei as respostas, e por esse mesmo tempo formulei perguntas equivocadas. Não procuro mais nada; vivo nos questionamentos sabendo que eles perduram e se redefinem por si. Ser íntegro com suas verdades é paciência pura. E ter paciência é valorizar o presente.

Os pensamentos se embaraçam ao tentar explicar tudo isso. Sinto, e significar confunde. Porém encontrei as coisas – desculpem a pobreza vocabulária e descritiva – que me cobrem de vida. Como uma manta grossa que aquece para o frio. E meu peito fica leve, meus olhos brilham e experimento um ar tão tenro, tão pleno, que me... torno infinito por uns segundos.

(Então amo a humanidade com ardor, escaldado pela esperança.)

Um comentário:

Luciana Lopes disse...

Sem comentários esse texto. Eu não sei nem o que dizer. A simplicidade dele remete um doce encanto.